Caixa e os riscos da COVID-19
As filas gigantescas nas agências da Caixa Econômica Federal de todo país tem colocado empregados e a população sob riscos constantes de contágio do coronavírus.
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30abr2020 - -pessoas-se-aglomeram-em-frente-a-uma-agencia-da-caixa-enquanto-esperam-para-sacar-o-auxilio-emergencial-de-r-600-1588296144128_v2_900x506
Agências da CEF lotadas | Foto: Reprodução

O governo e a direção golpistas colocam constantemente a população e bancários da Caixa Econômica Federal sob risco de contágio do coronavírus. As filas de espera nas agências são enormes, o número de empregados no atendimento é bastante reduzido, não há qualquer planejamento para o pagamento de auxílio emergencial. As condições impostas tanto à população quanto aos funcionários são absurdamente insalubres, não há qualquer cuidado na questão sanitária. Entre outras questões estão os ataques aos direitos dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal e o projeto de privatição do maior banco 100% público da América Latina.

O pagamento do auxílio emergencial (uma verdadeira esmola comparada a quantia de R$ 1,2 milhão que o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro deu a meia dúzia de banqueiros) é realizado exclusivamente pelas agências da Caixa Econômica Federal, o que tem gerado filas extremamente grandes frente as agências de todo país, consequentemente maior exposição da população e aos empregados da Caixa aos riscos de contágio do coronavírus. A resolução coloca no centro da questão a estatização de todo sistema financeiro e bancos do país.

As humilhações são inúmeras, filas gigantestas fora das agências, pessoas aguardando atendimento por horas debaixo do sol, falta de acesso a água e banheiro. Não há prioridade para mulheres com crianças de colo e para pessoas com diversas debilidades físicos. Além disso, a direção da Caixa e governo Bolsonaro ambos golpsitas alteraram calendários e bloquearam milhões de conta por todo país a revelia dos seus interesses. Sem qualquer aviso prévio, os empregados foram pegos de surpresa absorvendo todas as consequências da indignação do povo, as pessoas que compareceram ao banco (muitas com o dinheiro do transporte contando) foram obrigadas a retornar para suas casas sem receber o auxílio que possuem direito.

Os empregados da Caixa não receberam equipamentos de proteção (máscaras e alcóol 70), não receberam qualquer orientação sobre os cuidados, de como e qual tipo de mascára utlizar, por exemplo. Muitas medidas de segurança ainda nem foram implementadas, os corre-mãos e áreas de uso comum não são desinfectadas periodicamente, não há qualquer fiscalização do distanciamento entre as pessoas, as agências estão ocupadas com número excessivo de pessoas em suas dependências, nas salas de autoatendimento e em suas portas. De maneira geral, não há qualquer medida que proteja a população e tampouco os atendentes da Caixa Econômica.

O atendimento essencial ou parcial é uma farsa total, as agências deveriam realizar apenas atividades de pagamentos de abono salarial (PIS), seguro-desemprego, FGTS, Bolsa Família e Benefícios do INSS; porém os trabalhadores são forçados a vender de seguros e cumprir as metas de empréstimos. O método terrorista da direção consiste em ameçar descomissionar gerentes entre outros cargos autorizando transferências, desta maneira gerentes acabam destacando funcionários para atividades desta natureza ao invés de buscar minizar os problemas e sobrecarga decorrentes das filas de atendimento referente ao auxílio emergencial.

O regime de trabalho na Caixa caminha para escravidão, há empregados entrando às 7 horas da manhã para organizar filas, mesmo trabalhadores em home-office tem trabalhado quase 12 horas, os bancários estão sobrecarregados de tarefas, trabalham aos feriados e finais de semana. Na questão do coronavírus, a direção golpista de Pedro Guimarães não divulga o número oficial de funcionários infectados, somente no estado de São Paulo mais de uma dezenas de unidades tiveram casos confirmados. No que diz respeito aos direitos, os bancários da Caixa estão vendo a Funcef (plano de previdência da Caixa) e Saúde Caixa (plano de saúde), bem como, esse grande patrimônio do povo que é a Caixa Econômica Federal, serem destruídos. A precarização dos direitos dos empregados está relacionado ao plano de privatição do maior banco 100% da América Latina.

É preciso que os bancários da Caixa Econômica, os sindicatos e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) se mobilizem para denunciar, junto ao povo que é humilhado todos os dias nas agências de todo país, as condições de risco que estão submetidos para receber o auxílio emergencial em meio à pandemia da COVID-19. É preciso denunciar a política genocida do governo golpista de Bolsonaro contra os trabalhadores da Caixa e contra a população desempregada. Não há outro caminho para resolver a crise econômica e epidemiológica que não seja o fim do governo ilegítimo de Bolsonaro. Mobilizar os trablhadores de todas as agências do país e a população que sofre todas as consequência do golpe pelo “Fora Bolsonaro e todos os golpistas”.

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