Sob o sol intenso de Copacabana, milhares gritam pela liberdade de Lula

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Os militantes do Partido da Causa Operária e dos Comitês de luta contra o golpe e o fascismo do Rio de Janeiro se juntaram às milhares de pessoas que foram ã praia de Copacabana participar do ato deste dia 7 de abril, em que se completou um ano da prisão ilegal do presidente Lula.

Quem conhece o Rio de Janeiro sabe que a praia de Copacabana foi tradicionalmente o espaço ocupado pelos coxinhas da cidade em suas manifestações. Entretanto, não foi o que se viu neste domingo. Na praia, vimos uma aglomeração de alguns milhares de pessoas, que mostraram a atual tendência de mobilização contra o governo ilegítimo de Bolsonaro e pela liberdade de Lula.

O ato começou às 15 horas, sob um sol escaldante. Os militantes do PCO compareceram ao ato logo no começo montando banquinha, e onde foram vendidas centenas de edições do Jornal Causa Operária e distribuídas milhares de jornais dos comitês, adesivos, cartazes e outros materiais.

O companheiro Vitor Lara, a direção do Partido, fez uso da palavra e destacou a ilegitimidade do governo Bolsonaro, o caráter imperialista do golpe que derrubou Dilma e prendeu Lula, a impopularidade de Bolsonaro, que se refletiu claramente no carnaval deste ano e também a política do PCO para o presente momento: Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Liberdade para Lula e novas eleições, desta vez com o Lula como candidato.

 

A política do Partido foi muito bem recebida pelo público, o que se pôde comprovar pela ampla aceitação na venda de jornais e outros materiais. Embora o ato tenha enfrentado dificuldades organizativas e políticas, como por exemplo a tendência à pulverização das atividades regionais por orientação da Frente Brasil Popular, a militância enfim organizou um ato central em Copacabana. Essas dificuldades acabaram fazendo com que o ato tenha ficado aquém da tendência atual de mobilizações. No entanto devemos destacar que foi um ato bastante combativo. Tanto é que os fascistas do MBL que tentaram se infiltrar no ato foram devidamente expulsos pela militância, tendo que se esconder atrás da PM.

A esquerda deve aproveitar essa tendência à mobilização, por um lado, e por outro, a debilidade da direita e do governo Bolsonaro para impulsionar uma greve geral em torno das palavras de ordem “Fora Bolsonaro” e novas eleições com Lula candidato.