Devastação ambiental
Os ataques ao meio ambiente têm por propósito criar as condições para a atividade ilegal e predatória, beneficiando o latifúndio criminoso
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queimadas
As queimadas e o desmatamento fizeram parte da paisagem do país em 2020 | Foto: Reprodução

O governo de extrema direita, tendo à frente o genocida reacionário Jair Bolsonaro, tem se notabilizado por produzir no país a maior obra de destruição que um governo burguês já promoveu, atacando brutalmente, com suas políticas, todos os interesses nacionais, a começar pelos direitos sociais e as conquistas dos trabalhadores. A política predatória e de terra arrasada do governo, no entanto, não se limita a atacar diretamente as condições de vida da população. Também no que diz respeito à problemática ambiental, o governo vem se destacando como o maior agressor do meio ambiente. Os números falam por si só são reveladores da grande devastação a qual o país está submetido sob a égide dos fascistas pró-imperialistas.

Dados recentes divulgados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) expõem o quadro dramático da situação do desmatamento na Amazônia e as consequências das queimadas no Pantanal. A taxa oficial de 2020 é de 11.088 Km², a maior observada desde 2008. apresentando alta de 9,5% em comparação com o ano de 2019. Os dados alarmantes evidenciam um crescimento de 70% no aumento da destruição ocorrida na região. Para termos uma ideia do que isso representa, de 2009 a 2018, a média apurada foi de 6.500 Km² por ano. Dados oficiais apontam que de janeiro a novembro deste ano, foram destruídos pelas chamas 116.845 km² do território da Amazônia e do Pantanal, área equivalente a quase três estados do Rio de Janeiro.

O Brasil possui uma lei nacional chamada PNMC (Política Nacional sobre Mudança do Clima), que estipulava uma taxa máxima de perda na ordem de 3.925 Km² em 2020; ou seja, o governo Bolsonaro, com sua política predatória em favorecer o latifúndio e demais atividades ilegais nas áreas de preservação ambiental está 180% acima da meta. Além de descumprir a lei nacional, também não terá condições de cumprir o “Acordo de Paris”.

Não nos esqueçamos que em reunião ministerial realizada no mês de abril – em pleno momento de pico da pandemia – o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu aproveitar a comoção com a Covid-19 para “passar a boiada” na legislação ambiental, o que, de imediata, justificaria a exoneração do ministro. A expressão não só não resultou na demissão de Salles, como também não foi objeto de nenhuma ação por parte das instituições “democráticas” do regime (STF, parlamento, etc.) que permaneceram inertes e acumpliciadas com as palavras criminosas do ministro bolsonarista.

Para levar adiante o projeto de destruição ambiental a que está submetendo o país, Bolsonaro desmontou toda a estrutura de proteção do meio ambiente, deixando em risco os povos do campo e da floresta. Colocou militares de sua confiança em postos estratégicos da administração federal, como o Ibama, a Funai e o Conselho Nacional do Meio Ambiente, adotando também uma política de perseguição e “caça às bruxas” aos opositores que denunciam as ações criminosas do bolsonarismo contra o meio ambiente.

Além da destruição ambiental, as populações que vivem na Amazônia têm sofrido com as políticas destrutivas nas terras indígenas, ribeirinhas, campesinas e quilombolas, muitas delas ainda hoje sem certificação homologatória. Soma-se a isso a violência do latifúndio, do garimpo e dos madeireiros contra essas populações, que foram expulsos de suas terras ou brutalmente assassinados por pistoleiros a mando dos criminosos que praticam atividades ilegais.

O ataque e a devastação que vem sendo perpetrada contra o meio ambiente, os recursos naturais e as riquezas do país, não e outra coisa senão o resultado do golpe de Estado de 2016, do qual a extrema direita é tão somente a beneficiária. A conta desta enorme catástrofe nacional deve ser tributada aos golpistas da direta liberal, os democratas ditos “civilizados”, hoje agrupados na frente ampla, que se utilizam da política desastrosa do bolsonarismo e da extrema direita para prepararem o retorno ao comando do Estado nas eleições gerais de 2022.

 

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