Terras Indígenas
Bolsonaro e a política de destruição da Amazônia
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Amazônia sofre com queimadas e desmatamentos para favorecer latifúndio | IBAMA

A situação dos povos da floresta no Brasil nunca foi fácil, mas tem se agravado com velocidade frente a política do governo golpista de Bolsonaro de favorecimento do grande latifúndio.

Os ataques as populações indígenas e suas Terras e as chamadas Unidades de Conservação principalmente no território da Amazônia é um dos efeitos dessa política, desde 2008, as agressões atingiram os maiores patamares, 188 mil hectares de floresta foram destruídos nesses tipos de territórios, o equivalente a extensão da cidade de São Paulo em 2020. Em 2019 os números ultrapassaram os 200 mil hectares.

O (Inpe) Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais divulgou esses dados preliminares do seu Programa de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite. A taxa ficou em 1,1 milhão de hectares.

O fato dos números exorbitantes de 2019 se deveu ao grande ascenso da extrema direita e encolhimento e amedrontamento das alas esquerdas pequeno burguesas tradicionais no país, que fazem muita demagogia com a questão indígena atualmente, mas na realidade não movimentaram nenhuma palha em defesa das populações da floresta.

Só em 2020, o desmatamento aumentou 6% nas Unidades de Conservação federais, caiu 25% nas Terras Indígenas e 1% nas Unidades de Conservação estaduais, índices que comparados ao período de 2017-2018, apresentam aumento de 87%, 37% e 29%, respectivamente. São apontadas dez Terras Indígenas com 80% de desmatamentos registrados em 2020, as mais atingidas estão na região da Bacia do Rio Xingu no Sudoeste do Pará, onde a agropecuária mais tem avançado no país a mais de 20 anos.

Toda essa situação desoladora não é por acaso, vem no bojo das necessidades de governos vassalos como Bolsonaro de atender os grandes latifundiários, donos de madeireiras e garimpo ilegal no país. Além do já muito conhecido terrorismo desses setores com as populações da Amazônia, como invasões de terras, assassinatos de lideranças ou etnias inteiras, conta-se agora com uma política de estado muito específica para desmontar todos os dispositivos de proteção legais, ainda que deficitários, mais legais, com aval de toda a sociedade burguesa organizada, como o judiciário, a mídia, o legislativo e sob a inércia e impotência dos setores de esquerda organizados. Instituições estatais de proteção a terra e aos povos indígenas foram aparelhadas por militares, agentes dessas instituições que realizaram divulgação de dados ou fizeram denúncias foram perseguidos ou demitidos, foram liberados “legalmente” a extração de madeira antes proibida, apresentadas propostas de entrega de terras protegidas no legislativo, cortes de mais da metade dos recursos para preservação, culpabilização dos povos indígenas pelo desmatamento e queimadas, entre uma série de outros absurdos.

Qualquer resquício de direitos reconhecidos no período do ascenso das lutas de 80 alcançados pelos povos indígenas vem sendo eliminados por esse governo. Existem algumas iniciativas vindas das Terras Indígenas de autodefesa, exemplos a serem seguidos principalmente no momento, com a crise do coronavírus, no sentido de evitar invasões de terras e propagação da infecção entre sua população.

O governo Bolsonaro deixou claro antes de assumir a presidência suas pretensões de expulsar os indígenas de suas terras e entregá-las para quem quiser explorar minério e agropecuária e está fazendo isso livremente. A única de forma de fazer com que os ataques retrocedam é barrar o golpe, e promover a defesa das populações da floresta e suas terras.

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