Sob ataques do imperialismo, fatia da indústria brasileira no PIB caiu para apenas 11,3%

industria quesda

Notícias dão conta que o a indústria brasileira tem sua pior performance desde 1947, atingindo em 2018 a menor fatia do PIB da história do país. Com isso, temos o pior resultado do setor nos últimos 70 anos, com 11,3% da atividade econômica em 2018.

Obviamente, como sempre faz a imprensa e o mercado, tenta-se deslocar a avaliação das causas para uma ‘crise’ genérica ou aproveita-se a notícia ruim como suporte, como justificativa para as reformas pretendidas pelo governo fascista.

A verdade, porém, é que essa retração no setor industrial se soma a outros índices ruins, como a projeção em baixa do crescimento econômico, aumento dos combustíveis (ou seja, da inflação), aumento do desemprego, que já bate a casa dos 13 milhões, tudo isso é resultado da falta de projetos e da total entrega do país.

O país caminha para o abismo como fruto de um ataque sistemático, planejado, calculado, contra o governo do Partido dos Trabalhadores, com seu ponto alto com a Ação Penal 470, intitulada de “Mensalão”, quando objetivava-se atacar o PT e desmoralizar e desmobilizar a esquerda.

Prenderam lideranças importantes, sem provas, com o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público tendo atuado em conjunto para inviabilizar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Não deu certo, mas o processo de desgaste e os ataques sistemáticos pela imprensa e a indisposição do mercado permaneceram até o ponto de se tentar expulsar a presidenta Dilma Rousseff por meio das eleições de 2014.

Não deu certo de novo, mas os ‘movimentos’ financiados por empresários nacionais e pelo capital internacional, que fizeram seu debut em 2013, que atacaram a realização da Copa do Mundo (e depois das Olimpíadas), que transformaram Eduardo Cunha em herói, foram fortalecidos, com ampla cobertura da imprensa até para eventos minúsculos que os grupos de direita, como o MBL promoviam.

Somado a isso, com a mão dos norte-americanos conduzindo todo o processo, está a Lava Jato, operação que visou, desde o começo, impedir o crescimento da Petrobras, a exploração do Pré-Sal, e, em seguida, destruir toda a indústria nacional que nasceu ou se fortaleceu a partir da decisão de sua exploração.

Em seguida, o sucateamento da própria Petrobras, que já tinha sido espionada e teve informações sensíveis e sigilosas roubadas, quando uma empresa norte-americana (Halliburton Company) era responsável por equipamento da estatal brasileira, e a criminalização em massa das grandes empreiteiras brasileiras que sofreram enormes prejuízos, inclusive com contratos fora do país. Milhões de desempregados, fim da indústria naval.

Na sequência, vemos a mão grande do império atacar o projeto brasileiro na área de energia nuclear, com impacto em projetos de segurança, como a do submarino nuclear brasileiro. Não deve ser acaso também que uma grande empresa da área de alimentos, a JBL, entrou na mira do Ministério Público.

O Golpe de 2016 abriu as portas para a desestabilização geral do país, com uma política de choque neoliberal que tem como consequência, em todos os países pobres ou em desenvolvimento em que foi aplicada, a retirada de direitos, a destruição da indústria local, a transferência de riquezas para os países mais ricos, a venda de empresas, o desemprego.

Não há novidade, portanto, quanto ao resultado. Os dados traduzem aquilo que temos visto desde que a Lava Jato chantageou as grandes empreiteiras e que, com o golpe de 2016, acelerou-se: há uma crescente desindustrialização do Brasil. A única coisa que não caiu foi a gula dos bancos.

O governo Bolsonaro é, por sua vez, acima de tudo, um governo dos grandes bancos, do imperialismo, bem representado por Paulo Guedes, que já sinalizou inúmeras vezes sua preferência pelos bancos (seus patrões), em detrimento da indústria.

É preciso se organizar e lutar contra os golpistas e seus ataques, pelo Fora Bolsonaro e em defesa da liberdade do ex-presidente Lula.