Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Em 2016 o golpe de Estado que derrubou Dilma Rousseff por meio de um processo fraudulento e comprado de impeachment enterrou a chamada Sexta República. Inaugurou-se um novo regime político, que ainda busca se consolidar diante da divisão da própria direita entreguista funcionária do imperialismo e de uma resistência por enquanto muito fraca dos trabalhadores.

Apesar de ainda estar vacilante, a direita golpista não deixou de avançar desde que usurpou o poder substituindo sem nenhum voto a presidenta legítima que representava 54,5 milhões de eleitores. Aprovaram a reforma trabalhista que transformará os brasileiros em um povo de escravos, cortaram os gastos de modo que os serviços públicos (hospitais, escolas etc.) serão destruídos e se preparam para roubar a aposentadoria de todo trabalhador que contribui com a Previdência hoje.

Só a mobilização revolucionária garante o direito ao voto em 2018 1
O golpe precisa ser encarado de frente e enfrentado de conjunto

As tentativas das organizações operárias de se contrapor ao desmonte do país por enquanto não foram efetivas. Um dos problemas é que o golpe ainda não foi enfrentado de forma abrangente, de conjunto. As lutas isoladas contra cada reforma golpista, uma de cada vez, não está levando a lugar nenhum porque tenta contornar o problema do golpe e do enfrentamento contra a direita.

Para impedir o plano de miséria generalizada que a direita colocou em marcha contra todos os trabalhadores é preciso encarar o golpe de frente. Neste momento, a luta contra o golpe passa pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Visto como seu representante político por amplos setores das massas trabalhadoras, Lula não é alvo da direita golpista sozinho. Justamente os setores que ele representa estão sendo atacados.

A perseguição contra Lula e o PT são uma etapa fundamental para consolidar o novo regime que está sendo erguido, e para anular a resistência à destruição do Brasil promovida pela direita teleguiada. A direita está buscando desmontar as grandes organizações operárias e os partidos de esquerda, para desorganizar os trabalhadores impedindo-os de enfrentar a miséria programada que vai recair sobre toda a população.

Como explicou Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, na quarta-feira (24), dia do julgamento do Lula no TRF4, em entrevista durante a cobertura ao vivo da Causa Operária TV do julgamento e dos atos daquele dia, o TRF4 “mandou um recado” com o placar de 3 a 0 contra Lula: “Não vai ter saída negociada para o problema. O golpe procura se impor pela força contra o PT e a esquerda em geral. A ilusão de que isso poderia ser resolvido por meios jurídicos e legais vai desaparecer. É preciso tirar essa conclusão.”

Portanto, para enfrentar o golpe, não adianta mais alimentar esperanças no Judiciário ou em negociações com a direita. Quem nutria esse tipo de ilusões, terá que se desfazer delas depois do que o TRF4 fez. Não há negociação possível e o ex-presidente foi condenado sem provas, de novo.

Só a mobilização revolucionária garante o direito ao voto em 2018 2
A direita mandou um recado: não é possível uma saída negociadas, por meio de negociações parlamentares ou recursos jurídicos

Um complemento à fala de Rui foi a intervenção de Antônio Carlos Silva, dirigente do PCO e professor na rede estadual de ensino em São Paulo, durante o ato contra a condenação de Lula na Praça da República, em São Paulo, também no dia 24: “Não vai ser com discurso no Congresso. Não vai ser com recurso na justiça. O caminho para derrotar o golpe foi ontem e é hoje a mobilização na rua, a mobilização revolucionária. Não se trata apenas de eleições. Se o companheiro Lula for preso, isso significa reintroduzir todas as medidas do governo bandido do Temer. Nós temos que ir para as fábricas e as escolas construir comitês de luta contra o golpe. Não vai ser na lei, vai ser na marra! ”

O enfrentamento contra a direita não pode mais ser evitado. Caso contrário, a direita destruirá as organizações de trabalhadores, incluindo sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda em geral. Para organizar essa luta é preciso construir comitês de luta contra o golpe. A justiça e as instituições da República foram completamente tomadas pela direita golpista a serviço de interesses estrangeiros. É preciso se mobilizar nas ruas, de forma organizada. Com protestos massivos e greves, métodos tradicionais da classe operária de luta política.

Essa é a única forma de recuperar os direitos que estão sendo subtraídos da população, como os direitos trabalhistas e o direito de escolher seu próprio candidato nas eleições, sem interferência de juízes que não foram eleitos por ninguém.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas