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Em março? Não, agora!
Só em março não; é preciso mobilizar já pelo Fora Bolsonaro
Em Plenária realizada em Brasília, deliberou-se pela realização de um ato nacional contra o governo para o longínquo 18 de março de 2020! É preciso lutar pelo “Fora Bolsonaro” já!
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Em março? Não, agora!
Só em março não; é preciso mobilizar já pelo Fora Bolsonaro
Em Plenária realizada em Brasília, deliberou-se pela realização de um ato nacional contra o governo para o longínquo 18 de março de 2020! É preciso lutar pelo “Fora Bolsonaro” já!
Plenária Nacional discutida na matéria. Foto: reprodução.
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Plenária Nacional discutida na matéria. Foto: reprodução.

A CUT, Central Única dos Trabalhadores, maior central sindical da América Latina, divulgou em seu sítio na internet um preocupante plano de “mobilizações”. Após a realização de uma Plenária Nacional em Brasília, diversas categorias do funcionalismo público deliberaram, além de uma campanha política muito tímida, a realização de um “Dia Nacional de Paralisação, Mobilização, protestos e greves”, para o longínquo 18 de março de 2020! Isso mesmo para daqui a quatro meses!

Fica evidente que a burocracia sindical está dominada pela politica da esquerda burguesa e pequeno burguesa, representada na Plenária pelos parlamentares que supostamente “apoiam a luta”, um setor que está trabalhando intensamente para as eleições do ano que vem, e que portanto tem interesse que as mobilizações ocorram somente em 2020, para se ajustar ao calendário eleitoral.

Outro ponto importante para entender como esse plano de “mobilização” foi aprovado é o fato de que o manifesto vitorioso na Plenária foi costurado em um acordo entre a CUT e as demais “centrais” sindicais, entre elas a Força Sindical, um instrumento dos empresários da FIESP que participou ativamente do golpe de Estado de 2016, e também a CSP-Conlutas, a “central” de brinquedo do PSTU, que apoiou o impeachment de Dilma, a prisão de Lula e que se recusa a aprovar a palavra de ordem “Fora Bolsonaro”.

Embora a Plenária tenha discutido a conjuntura política da América Latina, fica evidente que não há por parte dos sindicalistas uma real compreensão do que se passa no continente. Afinal, mesmo que o documento afirme que há uma tendência de que os protestos latino-americanos desemboquem no Brasil, a tentativa de canalizar a revolta popular para o terreno eleitoral e a insistência de manter as reivindicações no rebaixado nível parcial, ao invés de mobilizar pela derrubada do governo Bolsonaro, são as provas de que há um setor importante da esquerda que menospreza tanto o perigo deste governo direitista quanto a capacidade de luta do povo brasileiro.

O atual presidente da CUT, Sérgio Nobre, chegou ao ponto de afirmar que, se por um lado “a iniciativa privada não tem condições de alavancar a economia do país…. será uma luta desafiadora, mas com essa unidade de hoje, conseguiremos vencer”. Quer dizer, mesmo com as repetidas demonstrações de que as lutas parciais conduzem a uma derrota atrás da outra, como no caso da aprovação das “reformas” trabalhista e da Previdência, e de que nada adianta uma unidade com as “centrais” sindicais golpistas, como a Força Sindical e a Conlutas, que só impedem o desenvolvimento do movimento, Sérgio Nobre quer nos convencer de que, agora, conseguiremos vencer. 

É fundamental que os setores classistas e combativos da CUT pressionem as suas direções e se mobilizem para derrubar o governo Bolsonaro e para não deixar que as mobilizações no país entrem no “ponto morto” que é o recesso de fim de ano, período onde a esquerda dorme e ronca, e a direita aproveita a situação para levar adiante os seus planos. Nada de esperar até março do ano que vem, a esquerda deve seguir os passos dos nossos irmãos latinos e mobilizar pelo “Fora Bolsonaro” já!