Será pela força ou não será
Somente uma unidade da esquerda, dos partidos e movimentos sociais, nas ruas fará com que se derrube Bolsonaro e imponha uma derrota aos golpista que atacam duramente a população
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A unidade só faz sentido nas ruas | Foto: Arquivo DCO

Muito se fala em “unidade” na discussão política feita em todas as plenárias, discursos e textos da esquerda em geral. A pergunta, na verdade, sobre a unidade política que deve ser respondida é: com quem e para quê? É na resposta a essas perguntas que se revela a política por trás do simples discurso. Na luta política hoje, apresentam-se duas perspectivas completamente antagônicas no interior da esquerda sobre os objetivos políticos dessa unidade e consequentemente com quem ela deve ser feita. 

Unidade com quem? para quê?

A primeira política que se apresenta é a unidade das organizações populares pelo “fora Bolsonaro”, nas ruas. Isso apresenta a perspectiva de uma ampla mobilização de massas para derrubar o governo genocida e barrar os diversos ataques que a população trabalhadora vem sofrendo, por todos os flancos, com o corte de salários com a MP 936, a privatização da água e o completo descontrole da situação do coronavírus no País, que vem levando milhares de trabalhadores à morte e infectando mais de dois milhões de pessoas. Diante da crise, a mobilização através do “fora Bolsonaro” apresenta uma política independente diante de toda burguesia nacional, que afinal é quem mantém o governo fraudulento no poder. 

A segunda política dentro da esquerda nacional é a política da “Frente ampla”, que é uma tentativa de ganhar um certo aparato para as eleições municipais deste ano e as eleições de 2022, que elege o presidente da república. É uma política com um caráter fortemente oportunista, apresentada por setores da esquerda, como o Psol, em especial com a figura de Guilherme Boulos e o PCdoB e a ala direita da Partido dos Trabalhadores. Juntos, esses setores da esquerda constituem o “núcleo rígido” dessa política de conciliação e eleitoreira. Essa política incorre no erro de que isso trará vantagens nas eleições, mas objetivamente faz da esquerda um pano de chão da direita tradicional e evita o confronto direto com a extrema-direita. 

A sabotagem da Frente Ampla: uma unidade com os golpistas

Necessariamente, para essa operação de reciclagem, antidemocrática e golpista dar certo, teve de gastar boa parte da sua energia em sabotar e desmobilizar a esquerda. Além da campanha do “FiqueEmCasa” que paralisou boa parte da esquerda, na qual parte da pequena burguesia ficou em pânico dentro de casa, mesmo que os trabalhadores continuassem a trabalhar aglutinados, principalmente na indústria. Enquanto isso, é claro, o comércio ficava fechado para dar uma “impressão de normalidade”. Com essa política capituladora, a esquerda deixou o caminho aberto para a extrema-direita nas ruas. 

Após um período de paralisia, a esquerda mais combativa, juntamente com as Organizadas, varreu em um fim de semana um mês de mobilização da extrema-direita, que exigia, nas ruas, um golpe militar e um “novo AI-5″, Artigo Constitucional que praticamente legalizou por longos anos a prática da prisão arbitrária e da tortura no Brasil. Naquele momento, em que a esquerda frente-amplista fazia transmissões ao vivo jogando confete em setores golpistas, a esquerda mais operária saiu às ruas para mostrar o caminho: o enfrentamento, o combate com os genocidas da população.  

A unidade é nas ruas, de vermelho, por fora Bolsonaro!

Rapidamente os frente-amplistas agiram no sentido de acabar com a mobilização, em especial Guilherme Boulos e seu cabo eleitoral Danilo Pássaro, com a política de abaixar as bandeiras vermelhas dos atos públicos e colocar em evidência o verde-amarelo dos bolsonaristas e até mesmo o azul-amarelo do PSDB: cores da direita golpista e apoiadas pela direita, como ficou claro na campanha pelo “Amarelo pela Democracia”, da Folha de S.Paulo.  

 A diminuição rápida do “amarelismo” mostrou, nas últimas semanas, que a política de “Frente ampla” é um fracasso de antemão. Não trará nenhum benefício para população; muito pelo contrário, faz com que a política genocida de Bolsonaro e dos golpistas passe sem luta alguma. É necessária a unidade dos setores de esquerda, como no ato em São Paulo, em que companheiros professores, do PT, do PCO e do movimento de moradia se unificaram para mobilizar as ruas e exigir a derrubada do governo e de todo regime político dos golpista, que promovem uma miséria cada vez mais crescente e uma perseguição cada vez mais intensa ao povo e à esquerda. É necessário manter a iniciativa e expandi-la, para derrubar essa ditadura que está se formando, da única forma possível: uma unidade prática, nas ruas, pelo fora Bolsonaro. 

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