Privatização do ensino
Nenhum dos estudantes que fizerem a prova do ENEM de 2020 poderá se inscrever no Prouni e no Fies, a seleção ocorrerá antes do fim das provas
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Estudante realizando a prova | Foto: Reprodução Educa Mais

Segundo o ministro da Educação, o pastor evengélico Milton Ribeiro, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) acontecerá no final de janeiro, antes das provas do Exame Nacional Ensino Médio (ENEM) de 2020, que terá o resultado divulgado em março. Os estudantes que fizerem a prova deste ano só poderão participar do segundo processo de seleção que acontecerá em abril.

Nenhum dos candidatos da prova de 2020 poderá se inscrever no Programa Universidade para Todos (Prouni) e no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a seleção ocorrerá antes do fim do exame. Tradicionalmente, no segundo semestre apenas são ofertadas as vagas que sobrarem do primeiro semestre.

A título de exemplo, em 2019, tiveram 243 mil vagas no primeiro semestre, enquanto para o segundo restaram apenas 169 mil. Apenas os alunos que fizeram o ENEM em 2019 poderão participar desta nova seleção. 

Essa medida, não passa de uma manobra do governo Bolsonaro para deixar centenas de milhares de estudantes fora das universidades. Os golpistas seguem numa intensa ofensiva para diminuir o número de pessoas nas universidades federais.

Como a lei do capitalismo é a lei da selva, a corda arrebentará do lado mais fraco, prejudicando a juventude pobre, que será ainda mais excluída das universidades. 

Se a juventude trabalhadora teve um certo ingresso, mesmo que pouco e limitado, durante os governos reformistas do PT, o golpe de Estado veio para acabar com isso daí. A política neoliberal golpista é uma continuação da política de miséria e ataques dos governos anteriores ao PT.

Vale destacar que, sem universidade, a juventude, que é o setor mais afetado pelo desemprego, não poderá trabalhar e será jogada na miséria total, sem nenhum tipo de perspectiva para desenvolver sua independência e se sustentar financeiramente.

Desde o início do golpe, foram cortados gastos com a educação, cancelando bolsas de estudo e pesquisa, diminuindo o número de vagas e dificultando a entrada de novos estudantes. Muitas universidades tiveram seus conjuntos residenciais e os restaurantes universitários completamente sucateados.

Durante a pandemia, a direita aproveitou para deixar as condições das universidades públicas cada vez mais precárias e, mesmo assim, querem jogar os estudantes, professores e familiares para morrer com altos riscos de contágio pelo coronavírus num momento em que os casos só aumentam.

Esse sucateamento se dá de forma proposital a fim de facilitar o projeto de privatização do ensino.

O projeto bolsonarista é entregar a educação para os tubarões capitalistas que irão realizar um ensino precário se baseando apenas no seu próprio lucro e excluindo a população pobre, que já não está muito presente, das faculdades.

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