“Sistema Único de Segurança Pública” e a centralização do aparato repressivo do Estado como preparação para um novo golpe militar

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na data de hoje projeto de lei que cria o Sistema Único de Segurança Pública, que organiza o funcionamento articulado entre a Polícia Federal, polícias civis, polícias militares, corpos de bombeiros, agentes penitenciários e guardas municipais, sob a gestão do Ministério da Segurança Pública, criado em fevereiro deste ano pelo golpista Michel Temer.

A justificativa para a criação desse sistema integrado é o alegado aumento da violência, tendo o “SUSP” como um de seus objetivos a prevenção de crimes. Mas considerando o aumento progressivo das atividades repressivas do Estado em todo o Brasil – exercícios militares realizados em vários Estados e cidades desde o ano passado, culminando com a intervenção militar no Rio de Janeiro por um ano – e ainda o espaço que algumas figuras ligadas às forças armadas vem ganhando no governo golpista – como é o caso de Sergio Etchegoyen, general que ocupa o cargo de chefia do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, e de Raul Jungmann, Ministro de Segurança Pública capacho dos militares – a criação do SUSP, na verdade, representa a centralização do aparato repressivo do Estado como preparação para um novo golpe militar.