Sistema prisional, o inferno na terra

Uma das principais políticas da direita, mesmo antes do golpe de Estado, é o encarceramento em massa da população pobre, negra e trabalhadora. Trata-se de uma política deliberada para atacar uma determinada parcela da população.

A composição da massa carcerária, que hoje está chegando perto dos 800 mil presos, é majoritariamente de negros, pobres e gente da classe trabalhadora que, diante da falta de recursos sociais, emprego, alimentação, saúde, lazer foram levados ao crime.

É diante da política da direita, de destruição de direitos sociais e democráticos, que se cria o crime, a criminalidade. A direita golpista oferece a total falta de perspectiva de vida para essas pessoas.

O controle dessas instituições e do sistema como um todo sempre esteve nas mãos da direita, mesmo durante o governo do PT ou governos de esquerda nos estados. É um setor que eles, os golpistas, não abrem mão de controlar.

São, ao todo, 1.456 estabelecimentos penais no País, e, no total, cerca de 40% são presos provisórios, ou seja, ainda não possuem condenação judicial. Estão cumprindo pena sem sentença transitada em julgado, política mais clara agora diante do golpe de Estado, mas sempre defendida pelos golpistas.

É uma política de condenação da vida da juventude trabalhadora, pois mais da metade dessa população carcerária é de jovens de 18 a 29 anos e 64% são negros.

A tortura é a regra dentro desses estabelecimentos, como é conhecimento comum. Os neoliberais, quando não impuseram uma ditadura no País inteiro, o fazem no sistema penal criado pelos capitalistas. Por isso, Oficialmente, o sistema prisional brasileiro tem 368.049 vagas para as 800 mil almas, segundo dados de junho de 2016.

Em pelo menos 81 estabelecimentos, segundo o levantamento Sistema Penal em Números houve registro interno de maus-tratos a presos praticados por servidores e em 436 presídios foi registrada lesão corporal a preso praticada por funcionários. Não é à toa que os presos têm quatro vezes mais chances de cometer suicídio do que a população brasileira total.

Ou seja, é um sistema feito para apodrecer as pessoas, para liquidar de vez a vida daqueles que escaparam de serem mortos pela própria polícia. Daí os motins e a raiva toda concentrada nesses depósitos humanos.

É preciso acabar com essa política direitista de encarceramento em massa da população pobre; rever todos os processos, anular as penas, destruir o sistema penitenciário tal como o conhecemos.