Sintep (MT) delibera estado de greve contra os ataques do governador Mauro Mendes (DEM)

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O Sintep (MT) noticiou que na última segunda-feira (04), em Assembleia Geral, “os trabalhadores e as trabalhadoras da Educação estadual de Mato Grosso decidiram, por unanimidade, aprovar as deliberações do Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT)”, decretando, assim, estado de greve, com Assembleia Permanente, paralisação estadual unificada, em 12 de fevereiro, e realização de novo Conselho em março.

Tais medidas aprovadas em assembleia são uma reação aos ataques do governo Mauro Mendes (DEM) aos servidores do estado de Mato Grosso. Apenas um mês se passou desde o início do governo de MM e ele já se revelou ainda mais ditatorial do que o governo anterior, do tucano Pedro Taques. Não poderia ser diferente, considerando que esse governo é o resultado de um processo eleitoral controlado pelas mesmas forças políticas que deram o golpe de Estado que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), ou seja, o mesmo processo eleitoral flagrantemente fraudulento que elegeu o fascista Jair Bolsonaro (PSL) como mais novo presidente golpista.

Segundo o dirigente e secretário de redes municipais, Henrique Lopes “em Mato Grosso o pacote de Mauro Mendes já congelou os salários dos servidores com o calote da RGA de 2018, e a suspensão da revisão pelos próximos dois anos”. Disse também que o ataque à educação se estende à política da Dobra do Poder de Compra, quando não paga a RGA, e também via decreto de calamidade financeira, que impede o cumprimento das leis de carreira.

Segundo Edna Sampaio, representante da Associação dos Docentes da Universidade de Mato Grosso (Adunemat) e coordenadora do Fórum Sindical que esteve presente na assembleia, a mobilização marcada para o próximo dia 12 é de grande importância, pois “será a primeira grande paralisação de alerta contra as medidas do governo Mauro Mendes e a participação dessa categoria é fundamental”.

As deliberações dos trabalhadores da rede estadual de educação indicam um caminho de luta contra os ataques de Mauro Mendes e, consequentemente, contra o governo golpista de Bolsonaro, com quem o governador de Mato Grosso está alinhado. É preciso que o máximo de categorias se somem a essa mobilização contra a ditadura de MM e do bolsonarismo.