Luta pelo emprego
Direção do Sindimetalsjc – CSP/Conlutas/PSTU organiza a derrota da categoria contra a demissão em massa de trabalhadores
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Embraer | Foto: Reprodução

A conduta da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, da CSP/Conlutas/PSTU, em relação as milhares de demissões que estão acontecendo na Embraer, é típica dos piores pelegos do período da ditadura militar no Brasil, que dominavam os sindicatos como forma de submeter os interesses dos patrões aos trabalhadores.

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos, ao invés de organizar a greve dos operários, já no momento em que a empresa avisou, através de e-mail, a 900 funcionários, de demissão, buscou por meio do reacionário Tribunal Regional do Trabalho (TRT) uma audiência de mediação que, logicamente, terminou sem acordo nesse último dia 08 de setembro, ou seja, a manutenção da demissão de 1.600 funcionários, que a Embraer pretende jogar no olho da rua, somando aos 900 que já foram demitidos. 

Como no ditado popular “não existe nada tão ruim, que não possa ficar pior!”, o pelegos da CSP/Conlutas, depois de enganar os trabalhadores desde a semana passada, mais precisamente no dia 03, em assembleia e, com a confirmação da aprovação da greve no sábado (5), o sindicato, através de diversas manobras, também nesse dia 08 em assembleia,  trocou o movimento paredista por uma ação judicial com o “objetivo” de cancelar as demissões, a mesma “justiça” que acabara de referendar as demissões.

Além de toda essa capitulação, não tem como não caracterizar essa direção de pelega. Depois de submeter os trabalhadores à reacionária justiça direitista, de trocar a greve da categoria por uma ação no tribunal, a CSP/Conlutas apresentou as suas súplicas ao fascista Bolsonaro e a direita golpistas através de cartas solicitando reunião para discutir as demissões: “O Sindicato enviou cartas ao presidente Jair Bolsonaro, ao governador João Dória (PSDB) e aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) pedindo agendamento de reunião para discussão sobre a demissão em massa realizada pela Embraer. Os ofícios foram enviados por email, no sábado (5). Também será enviada carta ao prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), e à Câmara Municipal.” (Site Sindimetalsjc 08/09/2020).

Com esse tipo de lideranças, não precisa nem mesmo do golpe de Estado, eles já entregam tudo de mão beijada, sem qualquer objeção. Basta apresentar as súplicas aos golpistas, e esperar que Bolsonaro, capacho do imperialismo e, dos igualmente fascistas João Dória, Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia e Felício Ramuth, todos da mesma quadrilha, time de primeira ordem no quesito de entrega do património nacional para os capitalistas e de ataques aos direitos dos trabalhadores, movam uma palha em defesa do emprego dos trabalhadores. É muito peleguismo!

Para uma verdadeira direção de luta das organizações dos trabalhadores, o correto seria organizar uma gigantesca mobilização da categoria, através de greves, ocupações, para impedir as demissões e a tentativa de privatização da empresa. 

Mas para quem apoiou o golpe de Estado, quando da farsa do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no reacionário Congresso Nacional, com a palavra de ordem “Fora Todos”, como é o caso do PSTU, que atualmente dirige o Sindimetalsjc, nada mais natural que pedir aos golpistas Bolsonaro e sua trupe que, por gentileza, não demita os trabalhadores, por favor. 

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