Fim do programa emergencial
Com o fim do auxílio emergencial abre-se a possibilidade, apenas na área da educação, de mil e quinhentos trabalhadores sejam jogados no olho da rua
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Escolas públicas de Brasília fechadas por decreto do governador do DF Ibanes Rocha. Sérgio Lima/Poder360 12.03.2020
Professores DF | Foto: Reprodução
Escolas públicas de Brasília fechadas por decreto do governador do DF Ibanes Rocha. Sérgio Lima/Poder360 12.03.2020
Professores DF | Foto: Reprodução

Depois de aplicar mais um o golpe nos trabalhadores, se aproveitando da pandemia do coronavírus, através, incialmente, da Medida Provisória (MP) 936 e, logo em seguida aprovada pelo reacionário Congresso Nacional, transformada na Lei 14.020/2020, instituindo o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que suspendeu temporariamte a jornada de trabalho, redução da jornada com a respectiva redução dos salários, dentre outras mazelas do governo golpista; agora, com o fim do auxílio emergencial, que findou no último mês de dezembro 2020, abre-se a possibilidade de aumentar os já elevadíssimos índice de desemprego na Capital Federal.

Só na área da educação há a previsão de que 1,5 mil trabalhadores serão dispensados já de imediato. Para o diretor do Sinproep-DF (Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF, Rodrigo de Paula, “muitas unidades instaladas na capital do país ficarão impossibilitadas de preservar seu corpo docente intacto.“ (site Metrópoles 30/12/2020)

Segundo o mesmo diretor “várias (escolas) estão com dificuldades de pagar em dia os salários. Recebemos relatos de ausência até mesmo de verbas rescisórias” (idem), de Paula avalia que sem a prorrogação do benefício há risco de demissões e que mais de 30 escolas no DF sequer pagaram o 13º neste fim de ano.

Primeiramente o que se deve salientar, é o caráter fascista do governo que, para preservar os privilégios dos capitalistas e banqueiros corta na carne da classe trabalhadora. Enquanto que meia dúzia de banqueiros parasitas foram beneficiados, em época de pandemia, com nada menos do que R$ 1,2 trilhão, com o fim do “benefício” irá atingir diretamente 4,7 milhões de trabalhadores que custaram aos cofres públicos R$ 15,7 bilhões.

Por outro lado revela o quanto que é nefasto essa política de tratar a educação, uma obrigação do Estado e um direito do cidadão, como uma mera mercadoria voltada a beneficiar os capitalistas onde os trabalhadores estão a mercê das intempéries do mercado.

Nesse sentido é necessário organizar uma ampla mobilização contra as demissões. As organizações dos trabalhadores de ensino devem dizer um vigoroso NÃO às demissões, pelo fim do ensino pago, estatização do ensino em todos os níveis e a imediata contratação de todos os demitidos em consequência da política neoliberal dos golpistas.

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