Nesta quarta-feira
Apesar das dificuldades impostas pelos patrões que impediram o sindicato de dialogar com a categoria nas fábricas, a assembleia sobre a proposta de destruição do ACT foi marcada
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Sindicato dos Ceramistas convocam a categoria para assembleia sobre o ACT | Foto: Reprodução
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Sindicato dos Ceramistas convocam a categoria para assembleia sobre o ACT | Foto: Reprodução

A crise capitalista intensificada pela pandemia do coronavírus resultou no avanço da burguesia sobre as condições de vida dos trabalhadores, o desemprego explodiu e os direitos dos trabalhadores estão sendo atacados. Neste sentido, o Sindicato dos Ceramistas do estado de Santa Catarina convocou a categoria para discutir em assembleia a renovação das clausulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). As lideranças sindicais encontraram dificuldades para dialogar com a categoria, há casos de empresas que os proibiram de ocuparem suas dependências.

Desde o inicio da pandemia os trabalhadores sofrem ataques da política golpista vigente no país, a jornada de trabalho e salários foram flexibilizados, benefícios como plano de saúde, transporte e alimentação sofreram cortes. Mesmo com a morte de centenas de milhares de pessoas mortas em todo país, a categoria de 6 mil trabalhadores ficou obrigada a trabalhar colocando suas vidas em risco, tanto no ambiente fabril quanto em transportes e estações lotadas, todo com único objetivo de salvar o lucro dos capitalistas.

Agora os patrões buscam desferir um golpe ainda mais duro contra a categoria, assim como aconteceram com outras categorias de trabalhadores, os ceramistas devem sofrer ataques contra direitos previstos no ACT vigente. A supressão de direitos proposta pelos patrões deverá precarizar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores. Assim o sindicato busca organizar a categoria para impedir que esse ataque criminoso aconteça, mas enfrenta resistência das direções das empresas que não permitem que a conversas ocorram dentro das fábricas.

A Cerâmica Portinari cuja matriz se localiza na cidade de Criciúma e que opera no estado desde 1970, foi uma das empresas que não permitiu que os sindicalistas dialogassem com a categoria nas suas dependências. Historicamente o diálogo com os trabalhadores acontece no estacionamento da fábrica durante as trocas de turnos, proibidos de realizar a atividade no local, o sindicato não entregou os pontos e abordou os trabalhadores na via marginal da BR-101 que dá acesso à empresa, bem como nos ônibus que os transportam.

A assembleia acontecerá na próxima quarta-feira (17), os trabalhadores não podem aceitar nenhum direito a menos, não devem pagar com suas condições de vida a conta da crise que a burguesia produziu. É preciso colocar a luta da categoria sob ataque na perspectiva de impor uma derrota acachapante por meio de mobilização e greve contra todos desmandos da burguesia e do golpe de estado no país que a permitiu avançar contra os direitos dos trabalhadores. Fora Bolsonaro e todos os golpistas genocidas do país!

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