Ir à greve pela vida
O Sindicato dos Frios se junta à CUT, e demais organizações para impor um freio aos ataques dos patrões de frigoríficos que estão levando milhares de trabalhadores ao contágio
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noria de abate de frangos
Mesa de cortes de carne | Foto: Reprodução

A situação dos trabalhadores em frigoríficos no Brasil vem se tornando uma questão de vida e morte, diante das péssimas condições de trabalho e, principalmente nesse período de pandemia do coronavírus.

Inúmeros os casos de funcionários contaminados e em todo o país, os dados colhidos entre trabalhadores através dos sindicatos federações e confederações são assustadores, mais de 125 mil, em uma categoria com cerca de 500 mil operários.

Os contágios, em determinados frigoríficos chegam a mais de 60%, ou seja, a imposição dos patrões para manter a produção e, consequentemente o lucro de suas empresas é uma atitude criminosa. Porem, o quadro apresentado não está incluindo os familiares e a população em que esses trabalhadores vivem.

O governo federal, os governos estaduais e municipais são coniventes com a política genocida dos patrões, inclusive procuram esconder a verdadeira situação nos estados e municípios criando subnotificações que ultrapassam a sete vezes os números oficiais.

Em São Paulo, do governo Doria, por exemplo, apesar dos números astronômicos de casos de coronavírus nos frigoríficos, não se vê nenhuma informação na imprensa venal, ou quando é noticiado, paira no ar que há um acordo para que informações desse setor industrial não sejam divulgadas, as informações acabam sendo espalhadas pelos trabalhadores e esse é o caso do Naturafrig do município de Pirapozinho, onde o frigorífico foi interditado e 900 trabalhadores tiveram que ser afastado por 14 dias nesse mês. Porem Pirapozinho não é um caso isolado.

Para se ter uma ideia da situação catastrófica foram perto de 30 mil denuncias só no período de primeiro de março a 24 de agosto, ao Ministério Público do Trabalho (MPT) dessas denúncias, o Rio de Janeiro é o estado com maior número de denúncias: 6.557, seguido por São Paulo e Minas Gerais, no entanto, observamos que a justiça tem um lado e,  como observamos no estado do Paraná, na Avenorte e Coopavel, que foram interditadas pelo MPT, no outro dia estavam funcionando, e assim, em praticamente todos os lugares foram interrompidas através de liminares, o que reforça a ainda mais necessidade da greve, não de forma isolada, em um lugar ou outro, mas nacional.

Unificar a luta em todo o país e preparar imediatamente a greve

O Sindicato dos trabalhadores nas indústrias de Carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo, se junta à Central Única dos Trabalhadores (CUT) através da Confederação Brasileira de trabalhadores da Alimentação (Contac), confederação Nacional de trabalhadores da Alimentação (CNTA Afins) e Regional Latino-americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel-Uita) criaram uma campanha intitulada “A Carne mais Barata do Frigorífico é a do Trabalhador”.

Os patrões, cujo único objetivo é a manutenção do lucro, se negam a discutir o assunto. Ou seja, preferem deixar os seus funcionários à sua própria sorte. Para eles, a vida dos trabalhadores é desprezível.

É preciso colocar, imediatamente em ação a mobilização para que a greve ocorra, a vida dos trabalhadores seja preservada em todas as entidades representativas dos trabalhadores no setor frigoríficos, sindicatos, federações, confederações, etc.

É necessário ainda, para derrotar essa política genocida dos patrões e seus governos, colocar para fora o Bolsonaro e todos os golpistas, bem como chamar por eleições gerais.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo estará percorrendo as fabricas dos setores em São Paulo denunciando tamanha atrocidade e organizando a mobilização para a greve.

Reduzir a jornada de trabalho para 35 horas semanais sem redução nos salários;

Diminuir em 50% o número de trabalhadores;

Dois metros no mínimo de distanciamento de um trabalhador para o outro;

Teste em massa em todos os trabalhadores;

Greve nacional da categoria

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