Metalúrgicos de Caçapava
Patrões da MWL podem acabar demitindo centenas de trabalhadores e não pagar verbas rescisórias
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assembleia metalurgicos sjc - 09-10-2020
Metalúrgicos em assembleia | Divulgação/Sindmetal

Na manhã de quinta-feira (08) os trabalhadores da MWL Brasil Rodas & Eixos, localizada no município de Caçapava que estão em greve desde o final de setembro ocuparam as instalações da fábrica, como forma de impedir as demissões.

A MWL, fabricante de rodas, eixos e outros forjados para os setores de transporte ferroviário e metroviário, etc., está com uma dívida de aluguel de R$ 11 milhões. Segundo o sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, ligados à CSP-Conlutas, do PSTU, existe uma ação de despejo, cujo prazo de vencimento é neste sábado (10).

Há um receio de que empresa venha demitir os mais de 237 trabalhadores e, com um agravante de deixar os operários sem receber um único centavo. Se a MWL está com dívida de aluguel de mais de 18 meses, com o calote como está fazendo, a desconfiança dos operários é de que a empresa, a qualquer momento possa fazer o mesmo e mandar embora todos eles, ou seja, vão aumentar ainda mais o exército de desempregados no país que, hoje está em mais de 14 milhões de brasileiros.

Os metalúrgicos adentraram as instalações logo pela manhã e ficaram até o início da tarde, resistindo inclusive à pressão da polícia que acabou invadindo o local com o propósito de retirar à força todos eles de lá de dentro.

Após a ocupação, rapidamente surgiu propostas de reunião entre a direção do sindicato da Conlutas e a empresa, só que, conforme o próprio representante da entidade sindical afirmou, não houve nenhuma proposta concreta de solução do problema dos trabalhadores.

Somente após o término da reunião foi que os trabalhadores acabaram saindo da ocupação, ou seja, sem ter certeza de nada, sem que houvesse qualquer garantia de emprego dos trabalhadores. Paira no ar que a reunião foi um embuste,  servindo apenas para que fosse negociada a retirada dos operários da fábrica ocupada.

Os metalúrgicos de São Jose dos Campos e região, como no caso de Caçapava vêm sofrendo uma serie de derrotas diante das capitulações da direção do sindicato e, dessa vez, a situação parece estar indo para o mesmo caminho.

O exemplo disso é a manobra que o sindicato faz para evitar qualquer confronto direto com a empresa, deixando os trabalhadores de fora e, mesmo quando há uma iniciativa desses trabalhadores de superar a situação, arrumam maneiras para que a radicalização recue. Isso é nítido, quanto preferem dialogar com representantes golpistas da cidade, a exemplo do prefeito Fernando Diniz do golpista PV, dos vereadores dos golpistas PSDB, PSD, DEM, PTN e PSC na Câmara.

Além dessa situação, diante da ocupação, uma decisão acertada dos trabalhadores, demonstrando força, o sindicato deixou passar a oportunidade de se juntar aos seus representados e preferiu trocar a luta por emprego e salário dos trabalhadores, por  uma promessa de uma empresa de pagamento de aluguel que, se quisesse pagaria a dívida num estalar de dedos, conforme os próprios dirigentes falam,  que é a que esta estável economicamente, e mesmo que houvesse algo diferente, não tem nada a ver com os trabalhadores, ou seja, os patrões que se resolvam.

Uma política de capitulação por excelência

Nesse ano, só para mencionar uma empresa, a Embraer utilizou-se da medida provisória 936/2020 onde foi rebaixado o salário e posteriormente, como não havia nenhuma garantia de emprego, a empresa veio a demitir 2.500 trabalhadores e, este mesmo sindicato controlado pela Conlutas/PSTU, além de dizer que tinha sido aprovada uma greve, que na realidade não ocorreu, ao invés de organizar de fato os trabalhadores, para fortalecer a luta como fizeram os trabalhadores da MWL, ocupando a fábrica, foi atrás do governo golpista do fascista Bolsonaro e, agora está pedindo para os trabalhadores entrarem com ações individuais contra a Embraer, ou seja, deixou os trabalhadores à própria sorte mais uma vez.

É preciso superar a direção do Sindicato da Conlutas/PSTU para que os trabalhadores possam impor uma derrota aos patrões que utilizam-se da situação da crise que eles mesmo criaram e colocam os trabalhadores para pagarem a conta. Do contrário essa direção vai enterrar qualquer luta da categoria com as capitulações que vêm se tornando uma rotina.

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