Aumento do gás
Patrões alegam que o aumento futuro do preço de gás de cozinha estaria associado a um possível dissídio coletivo da categoria petroleira
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
2020-04-08t210356z_1_lynxnpeg370nq_rtroptp_4_energy-bolivia-brazil
Gás de cozinha | Caetano Barreira

Não é novidade para ninguém que os patrões e seus porta vozes na imprensa capitalista tentam, a todo o custo, imputar a crise econômica nos trabalhadores, quando na verdade a crise é consequências da política dos capitalistas e seus governos. Tanto é assim que no golpe de Estado a política da burguesia está voltada, única e exclusivamente, a atacar os direitos e conquistas dos trabalhadores e de toda a população, para beneficiar esses parasitas.

Só não ver quem não quer. Reforma da previdência, trabalhista, administrativa, fiscal, etc., etc. e etc., estão são realizadas com o único objetivo de esfolar a já esfolada classe trabalhadora e favorecer banqueiros e capitalistas, nacionais e internacionais.

Assim nesse sentido, mais uma vez vemos os patrões, representados pelo vice-presidente do Sindicato de Revendedores de Gás, Cléber dos Santos Almeida, em entrevista ao telejornal da Rede Gazeta, alegou que o aumento futuro do preço de gás de cozinha estaria associado a um possível dissídio coletivo da categoria petroleira. De bate pronto, os trabalhadores representados pelo Sindipetro – ES (Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo) dando a devida resposta, esclarece que “os recentes aumentos no preço do gás de cozinha são resultado de decisões exclusivamente empresariais da atual gestão da Petrobrás. Alinhada ao Governo Bolsonaro, a Petrobrás segue privatizando seus Ativos de Gás em todo o país, a exemplo da Liquigás, da Gaspetro e de vários campos produtores.” (Site Fup 02/09/2020)

Não podemos esquecer que não foi qualquer especulação referente ao aumento salarial da categoria dos petroleiros que, logo no início da pandemia do coronavírus, os capitalistas, se aproveitando da situação, começaram a especular e o gás de cozinha teve um aumento de 30% nos seus preços, pisando na cabeça da população, em plena crise da pandemia, quando as pessoas mais necessitavam de um item de primeira necessidade. Não foi nenhum tipo de reajuste salarial dos petroleiros que o botijão de gás de 13 kg, logo após o golpe, teve sucessivos reajustes, chegando em algumas localidades mais de R$120.

O aumento do gás está muito longe de ser consequência de um “possível dissídio coletivo”. Como já tinha feito antes com a gasolina e o diesel, o governo mudou a política de preços da Petrobrás. Durante os governos petistas esses produtos eram subsidiados, possibilitando que os pobres pudessem comprá-los e estimulando o consumo. Agora, por decisão do governo golpista, o preço é definido de acordo com a cotação do propano e bupano em um índice do mercado europeu. Ou seja, o governo escolheu aumentar o gás cortando subsídios e estabelecendo o preço de acordo com a especulação financeira. Portanto o aumento do gás foi uma escolha política do governo, que diz respeito a um programa político determinado, um programa neoliberal que tem na sua essência atacar os trabalhadores e a população em geral em favor dos grandes capitalistas e banqueiros.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas