Prejuízo à vista
Setor sucroalcooleiro quer que EUA diminua as taxações do açúcar
Portas abertas do mercado interno brasileiro para a burguesia agrária norte-americana
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Prejuízo à vista
Setor sucroalcooleiro quer que EUA diminua as taxações do açúcar
Portas abertas do mercado interno brasileiro para a burguesia agrária norte-americana
Plantação de cana-de-açúcar (NIELS ANDREAS / UNICA)
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Plantação de cana-de-açúcar (NIELS ANDREAS / UNICA)

Em mais outra medida que explicita o seu servilismo ante o imperialismo norte-americano, o governo fraudulento de Jair Bolsonaro decidiu aumentar de 600 milhões para 750 milhões de litros o volume de etanol que pode entrar no Brasil sem taxação extra de 20%.

Diante dessa concessão aos produtores norte-americanos, o setor sucroalcooleiro brasileiro espera um gesto de contrapartida do governo Trump, no sentido do fim ou da diminuição da taxação para a importação de açúcar do Brasil.

Como é evidente, a medida do governo Bolsonaro, ao abrir um pouco mais as portas do mercado interno brasileiro para a burguesia agrária norte-americana, prejudica um dos setores mais importantes da burguesia nacional, uma vez que o expõe à concorrência de um país imperialista, infinitamente mais poderoso do ponto de vista econômico.

A tão esperada contrapartida, por outro lado, dificilmente se materializará. O governo Bolsonaro, por seu caráter totalmente pró-imperialista, não apresenta as credenciais para negociar, em condições minimamente aceitáveis, com o seu patrão imperialista. Um governo de lacaios não está em condições de fazer exigências e cobrar reciprocidade do seu amo.

O prejuízo ao setor sucroalcooleiro brasileiro é mais um ingrediente que ameaça incrementar a crise do governo fascista atual, um governo improvisado, incapaz até agora de criar um arranjo que satisfaça adequadamente os interesses das inúmeras frações da burguesia, nacional ou estrangeira, que lhe dão sustentação.