Greve de fome por liberdade para Lula chega ao sétimo dia

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Da redação – Nesta segunda-feira (6), completam-se sete dias da greve de fome iniciada por ativistas, reivindicando justiça no Brasil, pela liberdade de Lula e seu direito de se candidatar. Os manifestantes são Rafaela Alves, Luiz Gonzaga Silva (Gegê), Vilmar Pacífico, Zonália Santos, Frei Sérgio Görgen e Jaime Amorim. Eles têm como reivindicação central a justiça para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que inclui sua imediata libertação e o fim de sua prisão política.

Ontem, dia 5, os manifestantes passaram por avaliação médica para verificar o estado de sua saúde. O médico Ronald Wolff avaliou a saúde dos ativistas e atestou que, apesar do desgaste imposto pela greve de fome, a saúde deles é estável. Em geral os grevistas vem sentindo sintomas de cansaço, fadiga, dores musculares e algumas variações na pressão. Além disso, estima-se que eles já tenham perdido entre 2,1 e 5,6 quilos, principalmente devido à perda de líquidos. “A respiração está bem, mas é afetada pela baixa umidade do ar. Quando cai a ingestão de líquidos, os batimentos cardíacos se aceleram, o que é remediável com hidratação adequada”, diz Ronald sobre a situação dos ativistas.

No sábado (4), eles participaram da celebração de uma missa na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília, e foram recebidos por dezenas de pessoas que se solidarizaram com a causa e demonstraram apoio. O grupo também recebeu a visita da deputada federal e presidenta do PT do Distrito Federal Érika Kokay, além de  integrantes da juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), que está reunida em Brasília no Encontro Nacional Jovem Saber.

Érika Kokay fez um discurso em apoio aos manifestantes durante sua visita, afirmando que “Estamos aqui em solidariedade aos que estão abrindo mão do alimento para que todos possam se alimentar nesse país, para nós tenhamos saciadas todas as fomes que o ser humano carrega, a gente tem fome de pão, mas a gente também tem fome de justiça, de igualdade, essa fome de humanidade que nós vamos saciar com o Lula Livre. Os companheiros abrem mão do alimento para que todos possam se fartar de alimento e justiça”.

A greve de fome, em que pesem suas limitações, soma-se a outras centenas de iniciativas de manifestantes de todo o país que estão na luta contra o Golpe e pela libertação de Lula. É cada vez mais necessário intensificar esta luta e fazer crescer a revolta do povo nas ruas para pôr fim ao Golpe de Estado no Brasil. Por isso devemos fazer do ato do próximo dia 15, quando ocorrerá a inscrição da candidatura de Lula em Brasília, um dos maiores atos contra o golpe do país, para destruir as bases do Golpe e conquistar nas ruas a liberdade de Lula.