Saúde pede Socorro
Mortes levantadas pelo Sindicato dos servidores Públicos do Município de São Paulo suplantam em mais de 20% os dados oficiais e subnotificados
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Técnico de enfermagem morto
O auxiliar de enfermagem Eduardo Gomes da Silva, 48 anos, morto em 31 de março | Arquivo pessoal do servidor, postado pelo Jornal Agora

O Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) denunciou nesta quinta feira que 27 trabalhadores da saúde da capital paulista, entre servidores e terceirizados, morreram em casos suspeitos ou confirmados de covid-19 desde o início da pandemia. Os dados apresentados e averiguados pelo sindicato, a partir de denúncias dos trabalhadores em toda a capital são mais de 20% maiores que os dados apresentados pelo governo fascista de Bruno Covas (PSDB) que registra 21 óbitos.

No momento em que o Brasil superou a Itália em número de mortes pela covid-19 nesta última quinta feira, dia 4 de junho com um total de 1.479 óbitos nas últimas 24 horas, batendo “recorde atrás de recorde” a cada dia. Com isso o Brasil chegou a 34.021 mortes desde o início da pandemia, e 614.941 casos confirmados.

Dentro de todo esse genocídio, onde o Brasil se encontra atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido em perdas de vidas pela doença, os trabalhadores da saúde num descaso total dos governos fascistas a partir de Bolsonaro passando pelos governos estaduais e municipais, segundo dados recentes 150 enfermeiros e mais de 100 médicos já foram vítimas da doença, perfazendo cerca de 250 profissionais até o momento.

De acordo com tais números, somente a capital paulista perfaz 11% de todos os casos do país. O Sindsep responsabiliza a prefeitura de São Paulo pela total falta de equipamentos de proteção individual aos trabalhadores e treinamento adequado para o atendimento dentro do alto contágio da doença.

Faltam máscaras N95, luvas, álcool em gel, protetores faciais, toucas cirúrgicas e demais itens de proteção para o corpo. Aventais e macacões impermeáveis não têm sido recebidos em número suficiente. Só para citar um exemplo de uma enfermeira terceirizada que trabalha no Hospital Ermelino Matarazzo, somente no último dia 20 de maio chegaram testes para o pessoal de frente na luta (Médicos, enfermeiras, técnicas de enfermagem, etc.), TRÊS MESES após o início da pandemia. Mostrando que se os trabalhadores da saúde recebem este tratamento do governo, o que dirá dos trabalhadores contaminados pelo país afora.

De acordo com pesquisa realizada pelo sindicato dos servidores mostra que 62% dos trabalhadores da saúde afirmam não ter sequer acesso à máscara do tipo N95, e ainda enfrentam a falta de máscaras de proteção (52%). Além disso, não há álcool para 70% dos profissionais e avental, para 30%. Há denuncias, inclusive, que do pouco equipamento que chegou, como as máscaras, estas são de péssima qualidade, feitas de um material de qualidade muito inferior ao necessário.

Servidores tiraram fotos comparando os modelos e a diferença de espessura entre os modelos é significativa, evidenciando que seu uso não protegerá os trabalhadores do risco de infecção.

Frente a toda essa situação de crime contra os servidores e a população é necessário mobilizar a categoria, inclusive nacionalmente. A pandemia só pode ser vencida caso os trabalhadores estejam mobilizados para garantir a sua própria sobrevivência e a de seus familiares, como também estarem engajados em uma luta maior do conjunto dos explorados para impor ao Estado, ao poder público, uma efetiva política de combate à pandemia.

Isso começa pelas mobilizações do próximo dia 13 de junho, onde se faz necessário à presença de milhares de servidores da saúde em todos os atos pelo país, para defender a vida dos trabalhadores, condições dignas e de total proteção aos trabalhadores, assim como rechaçar também o congelamento de salários dos servidores da saúde e do funcionalismo em geral.

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