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Saúde
Servidores da Saúde começam greve em Natal
Deflagrada greve dos servidores municipais da saúde de Natal, um caminho inevitável da classe trabalhadora diante do volume de ataques sofridos em todo o Brasil
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Saúde
Servidores da Saúde começam greve em Natal
Deflagrada greve dos servidores municipais da saúde de Natal, um caminho inevitável da classe trabalhadora diante do volume de ataques sofridos em todo o Brasil
Servidores da saúde do município de Natal em ato dias antes da greve ser deflagrada/ Fonte: Sinsenat
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Servidores da saúde do município de Natal em ato dias antes da greve ser deflagrada/ Fonte: Sinsenat

Nesta segunda feira, 2 de dezembro, entrou em vigor a greve dos servidores da saúde do município de Natal, paralisando totalmente as unidades de saúde da família e parcialmente o funcionamento de unidades de atendimento 24 horas, como hospitais e UPA’s.
As reivindicações demonstram que tais trabalhadores estão sofrendo ataques que se assemelham aos de todas as demais categorias desde o golpe de 2016 e intensificadas com a ascensão da fraude eleitoral de 2018, ou seja, recusa da prefeitura de Natal(Alvaro Costa Dias-MDB) em receber representantes da classe, não reconhecimento da mesma sobre os reajustes da data base, gratificações, adicionais e piora nas condições de trabalho, não apenas materiais mas até mesmo nas relações de trabalho.
A deflagração dessa greve evidencia que inevitavelmente a luta nas ruas será a única solução para conter e reverter os ataques que a classe trabalhadora, tanto do setor público como privado, está submetida. A própria argumentação da prefeitura de estar ainda analisando as reivindicações sem ao menos se sentar à mesa com representantes dos servidores é uma técnica para adiar o enfrentamento com a massa e ao mesmo tempo esperar que os ânimos se acalmem, o que de fato tem tido sucesso até aqui graças à “paciência” de algumas direções sindicais.
No entanto, algumas considerações devem ser colocadas respeito da greve e de muitas outras que tendem a surgir em breve. O primeiro ponto é que tais lutas não se dão por questões meramente econômicas mas políticos, pois é evidente que ainda que esse ataque à saúde cesse, fatalmente este retornará, afinal essa política tem se tornado mais e mais presente desde o golpe de 2016, ou seja, estamos diante de um problema política na sua raiz. O segundo ponto é a necessidade de uma mobilização das demais categorias para se somarem à uma greve geral, não apenas em Natal mas em todo o Brasil a fim de colocar abaixo a política de desmonte dos direitos sociais e trabalhistas.