Política e Cultura na Ditadura
Série “Noites de Festival” trata da politização da música brasileira nos festivais do começo da ditadura militar brasileira. Os festivais se transformaram em manifestação popular.
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Zuza Homem de Mello, autor do livro A era dos festivais – Uma parábola e inspiração para série. | Foto: Luciano Dinamarco

A série de televisão “Noites de festival” exibida pelo Canal Brasil é uma produção que trata de relatar os momentos mais importantes da “Era dos Festivais” do início da ditadura militar (1965-1972). Passando pelos Festivais de Música Popular, aos Festivais da Record e o antigo Festival Internacional da Canção (FIC), o programa aborda a politização política representada nas músicas dos expoentes do movimento artístico que ficaria conhecido como Música Popular Brasileira (MPB).

A produção inclui entrevistas e fotos exclusivas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque de Holanda, Paulinho da Viola, Jair Rodrigues, Ferreira Gullar, Nelson Motta e muitos outros grandes nomes da música brasileira. Além de também conter o depoimento de Zuza Homem de Mello, musicólogo cuja obra inspirou a criação da série, logo em seu primeiro episódio.

O Relato remonta alguns grandes acontecimentos dos festivais: a apresentação radicalizada de Sonho de um Carnaval de Chico Buarque no 1º Festival da Excelsior, as vaias no 1º Festival Internacional da Canção (1966), o discurso de Caetano Veloso em “É proibido proibir” e a disputa entre “Sabiá” e “Pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré no FIC de 1968.

Noites de Festival explicita a efervescência política e cultural em meio à população e que deram origem aos Festivais de Música Popular, uma representação dos interesses políticos do povo e que eram contrários ao regime militar estabelecido em 64. Contornando a censura imposta pelo regime para controlar essa forma de manifestação, em uma entrevista exibida, Chico Buarque revela como se escapava da censura através da inscrição de canções que nem mesmo existiam e tocando as músicas de protesto em seus lugares.

Olhar e analisar o panorama ao marco da “Era dos Festivais” nos permite perceber que os artistas são um grupo sensível às mudanças políticas e que expressam, de uma certa maneira, a politização das massas frente aos ataques fascistas da burguesia. A Cultura também é uma esfera importante para a Luta de Classes e devemos insistir em nos expressar contra o fascismo, contra o capitalismo e a burguesia.

É preciso ver que os artistas e todos aqueles que lidam com a Cultura encontram hoje na burguesia fascista seus maiores inimigos e defender a livre expressão. Pois é a través da expressão que podemos denunciar, também na arte, os atos fascistas que a burguesia faz nos dias de hoje. Por uma arte independente, livre de censura! Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Lula Candidato!

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