Ser “pé no chão” é ir às ruas e gritar: Lula ou nada!

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No mês de abril, quando foi anunciada a decisão do juiz Sérgio Moro de prender o ex-presidente Lula, os trabalhadores colocaram o golpe de Estado em cheque. Reunidos nas imediações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os trabalhadores cercaram o ex-presidente Lula e impediram, durante cerca de 24 horas, que a direita encarcerasse o maior líder popular do país.

Os acontecimentos em São Bernardo foram fundamentais para demonstrar o caminho para derrotar o golpe: a mobilização revolucionária dos trabalhadores. As ilusões no Judiciário e no Parlamento caíram por terra definitivamente.

Com o golpe de Estado se aprofundando, é necessário que a mobilização dos trabalhadores e setores democráticos se amplie. É necessário criar comitês de luta contra o golpe, organizar a autodefesa dos trabalhadores e enfrentar os golpistas, forçando o recuo da burguesia. Qualquer outro método levará infalivelmente a uma submissão da população ao imperialismo e ao aprofundamento do golpe.

Dessa forma, ser realista e propor uma perspectiva real para barrar o golpe é justamente a defesa incondicional da candidatura de Lula e a mobilização contra os golpes. Os setores que afirmam que é preciso ter “pé no chão” e apoiam Ciro Gomes é quem são, definitivamente, os inimigos dos trabalhadores. Afinal, não há condições de lutar contra o golpe ao lado do candidato da FIESP – acreditar que o pato da FIESP simplesmente decidiu lutar contra o golpe é, sem dúvidas, um delírio.