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De maneira ilegal
Senadora golpista se autoproclama presidente da Bolívia
Jeanine Añez deu mais um golpe no parlamento e, em um pronunciamento relâmpago, se autoproclamou presidente da República
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De maneira ilegal
Senadora golpista se autoproclama presidente da Bolívia
Jeanine Añez deu mais um golpe no parlamento e, em um pronunciamento relâmpago, se autoproclamou presidente da República
Añez se declara presidente, mais uma etapa do golpe. Foto: Marco Bello / Reuters
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Añez se declara presidente, mais uma etapa do golpe. Foto: Marco Bello / Reuters

Da redação – A senadora da direita golpista, Jeanine Añez, vice-presidente do Senado boliviano, se autoproclamou, na noite desta terça-feira (12), presidente interina da Bolívia.

Primeiramente, a sessão na Câmara dos Deputados que iria votar a respeito do tema foi suspensa para amanhã por falta de quórum, uma vez que os deputados do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do governo legítimo de Evo Morales, não participaram. O MAS tem maioria tanto na Câmara como no Senado, mas a direita, mais uma vez, passou por cima de qualquer garantia constitucional e deu um novo golpe dentro do golpe.

A sessão no Senado, assim, foi uma sessão relâmpago, a qual serviu apenas para Añez se tornar presidente do Senado e depois fazer um rápido discurso anunciando assumir “imediatamente” a presidência do país.

De maneira absolutamente cínica, a senadora golpista culpou os próprios partidários de Evo Morales de não comparecerem às sessões, mesmo eles sendo ameaçados pela extrema-direita nas ruas. Ainda culpou Morales por ter saído da Bolívia, sendo um “abandono de suas funções”. Ora, se foi realmente um abandono de suas funções, a própria Añez reconhece que ele era o presidente da Bolívia ao sair do país, portanto a propaganda da direita sobre a renúncia é uma farsa admitida pela própria direita.

De seu exílio no México, onde chegou na tarde de hoje, Evo Morales denunciou mais esse golpe. “Se consumou o golpe mais ardiloso e nefasto da história. Uma senadora da direita golpista se autoproclama presidenta do Senado e depois presidenta interina da Bolívia sem quórum legislativo, rodeada de um grupo de cúmplices protegidos pelas forças armadas e a polícia que reprimem o povo”, publicou no Twitter.