Juventude paga a crise
Devido a grande crise capitalista, a burguesia faz com que a juventude seja o principal alvo da crise, o jovem no Brasil sofre muito com desemprego e com a evasão escolar
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Fila em feira de empregos, composta em maioria por jovens. Rio de Janeiro, capital | Foto: Mario Tama/Getty Images

O aumento de desemprego e da evasão escolar da juventude em meio a pandemia ainda não foi calculado, mas é notório para todos sobre a consequência da falta de preparo dos governos golpistas frente à este problema, que sem sombras de dúvidas, aumentou consideravelmente este terrível quadro. Para piorar, a esquerda pequeno-burguesa não reage à altura dos acontecimentos, o que faz com que a direita sinta-se a vontade para atacar os jovens com a política do EAD, retorno às aulas e com a carteirinha verde-amarela.

Diante deste fato, se atentarmos à pesquisa mais recente do IBGE, antes da pandemia se alastrar aqui no Brasil, indicava que no país possuía cerca de 10,9 milhões de jovens entre 15 e 29 anos nesta condição. O nome dado para quem vive nessa situação é “nem-nem”, que significa não estuda e nem trabalha.

Aqui fica uma observação importante. A sociedade capitalista não consegue aproveitar da força mais ativa do trabalho, que é a juventude. Isso demonstra uma fragilidade sem precedentes. A burguesia inclusive faz uma campanha de calúnia contra os jovens, denominando-os de “sem experiência”, ou seja, buscando restringir este setor no mercado de trabalho, quando que ao analisar a questão em si, o que fica evidente é de que o regime político não tem um preparo algum para ingressa-los ao mercado e também servem de massa para pressionar os que já estão trabalhando para que estes não lutem por seus direitos trabalhistas.

Soma-se a isso com a situação econômica do imperialismo, que passa por uma grande crise. Devido a isso, portanto, o golpe de 2016 faz com que as condições do jovem se deteriorem de uma maneira muito rápida, ainda mais agora por conta da pandemia. É preciso ter uma alternativa a tudo isso. Não dá para aceitar tudo isso de mãos vazias.

Em primeiro lugar é preciso mobilizar a juventude através de uma palavra-de-ordem central, que é o Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Sem as retiradas, na marra, desses vírus mais perigosos que a própria covid-19, não adiantará nada lutar por lutas parciais, como Fora EAD, suspensão das aulas, volta às aulas apenas com vacina. São importantes, mas com Bolsonaro no poder é totalmente inviável.

Além disso, para formar esse movimento, é preciso que se crie e amplie os comitês de luta estudantil, com essa finalidade, de fazer greves nas escolas em que tenham EAD, sobre este formato ridículo de aulas onlines, impedindo que as aulas aconteçam.

Ocupar as escolas caso estas tenham tido sido anunciadas os retornos às aulas, ocupações de fábricas contra o desemprego do jovem operário, dentre outras medidas necessárias de enfrentamento. Apenas nas ruas, com mobilização estudantil e operário, poderá reverter essa situação muito ruim para a juventude.

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