Unificar é atacar em conjunto
Unificação não foi o que ocorreu ontem em reunião dos sindicalistas dos serviço público junto ao Secretário de Educação de São Paulo. Ato marcado não ocorreu.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Nesta quarta-feira, dia 3, ocorreu reunião entre dirigentes sindicais dos servidores municipais de São Paulo na secretaria da Educação Municipal de São Paulo. A reunião tinha como pauta a questão da criminosa volta às aulas, imposta pelo governo nazista do município.

Na última segunda-feira, durante assembleia virtual organizada pelo Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), com a presença de cerca de 400 profissionais em educação e sindicalistas, foi aprovado acertadamente, ato presencial na frente da Secretaria da Educação Municipal durante a realização da reunião.

No entanto, outras forças políticas ligadas ao PSOL, de maneira equivocada, organizaram no mesmo horário da reunião dos sindicalistas com o Secretário da Educação, ato “performático” em frente a Prefeitura Municipal de São Paulo.

Neste momento, todas as manifestações de luta são necessárias, mas não de maneira a dividir e até retirar a militância e os servidores da educação do principal local de guerra no dia. A manifestação estava marcada para a Secretaria Municipal de Educação, era lá que se encontrava o secretário da Educação do governo nazista de Bruno Covas, era lá a pressão.

Enquanto se reuniram cerca de 50 pessoas em frente à Prefeitura de São Paulo, em frente a Secretaria da Educação apenas alguns companheiros da Corrente Educadores em Luta se dirigiram para lá conforme decisão da assembleia da segunda feira, com a total falta de adesão de outros grupos políticos e até mesmo dos sindicatos.

Com toda essa facilitação, sem nenhuma pressão sobre o secretário do governo genocida de Bruno Covas, Fernando de Pádua, foi realizada a reunião. Com o Secretário anunciando a manutenção do funcionamento das escolas, seguindo o seu correligionário, João Doria, que anunciou na manhã do mesmo dia, o aumento de restrições, colocando todo o Estado na fase vermelha. Doria mais uma vez mantém as escolas abertas e Covas segue atrás, se comprovando pela enésima vez a grande mentira de qualquer combate à pandemia pelos governos golpistas, do federal ao municipal.

Ao mesmo tempo, é ampliada a paralisação em dezenas de escolas municipais da capital paulista, tal aumento na paralisação é em decorrência dos comandos de greve de base que percorrem em várias regiões da cidade, e também da explosão da contaminação em São Paulo, com a contaminação fora de controle e com centenas de professores internados e algumas dezenas de óbitos entre docentes, funcionários e alunos.

Para enfrentar e derrotar o genocídio no país, no estado e na capital paulista, é preciso buscar a unidade entre os trabalhadores e ir onde os nazistas e genocidas se encontram para mostrar a força do trabalhador e exigir a vacinação de todo o povo e o combate real contra a pandemia, assim como o fechamento de todas escolas em meio a pandemia.  Fora Covas, Doria e Bolsonaro! Genocidas, inimigos do povo e dos trabalhadores da educação.

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