“Governo científico”
Governo de SC ignora o descontrole total da pandemia e reabre as escolas quando o país se aproxima dos 230 mil mortos

Por: Redação do Diário Causa Operária

Mais uma vez a direita “científica” mostra sua verdadeira face e decreta mais uma etapa do genocídio do povo brasileiro com a abertura das escolas. Algumas escolas particulares foram reabertas em Florianópolis e Chapecó nessa segunda-feira (01), e nos dias 8 e 9 as escolas particulares do restante dos municípios retornarão às aulas. Na rede pública, a volta às aulas está marcada para o dia 18 de fevereiro, dando continuidade ao morticínio da população.

Sem o menor vestígio de escrúpulo, o governador de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL), considera razoável que no auge da pandemia do coronavírus no Brasil que já matou mais de 226 mil pessoas (número subestimado), os alunos da rede pública e privada voltem a frequentar as escolas e disseminar a COVID-19 entre seus familiares e suas comunidades. O motivo, apesar de bastante óbvio, não é divulgado pela mídia burguesa tradicional, e muito pouco pela mídia dita “progressista”: os bancos não podem tolerar a ideia de ter seus lucros diminuídos nem mesmo em uma situação tão calamitosa quanto a que estamos vivendo, um verdadeiro genocídio da burguesia sobre o povo.

Certamente essa verdade inconfessável vem maquiada de demagogias sem fim. O governo, tentando disfarçar seu caráter assassino, propõe três modelos para a volta às aulas: presencial, à distancia, e misto. Obviamente a rede pública de ensino não dispõe de estrutura para operar com segurança em nenhum dos dois primeiros modelos, ou com efetividade no modelo à distancia, logo, a opção que é apresentada à população é simplesmente mandar seus filhos de volta para a escola para se contaminarem e trazer o vírus para dentro de casa.

Entre as “medidas de prevenção” apresentadas estão: uso obrigatório de mascara, distanciamento de 1,5 m entre os alunos, e álcool em gel disponível para higienização das mãos. Cinicamente, está posto que “em caso de surto de Covid, as escolas que estiverem operando no modo presencial ou misto, atenderão em modo online por 14 dias”, e que por esse motivo, “todos os sintomas em alunos dentro e fora da escola deverão ser avisados à instituição”.

Ou seja, a ideia é a seguinte: mande seus filhos para a escola, conte com a disciplina dos alunos em não interagirem a menos de 1,5 m, conte com o uso adequado da mascara e do álcool em gel, conte com o aviso precoce de sintomas por parte dos alunos (reze para que não haja casos assintomáticos), e se caso ocorrer um surto de Covid que coloca a população inteira em risco, a escola fica em quarentena por 14 dias e depois tudo se repete. Parece um plano muito científico de volta às aulas com segurança, não é mesmo?

Embora os pais tenham a “opção” de assinarem um termo de responsabilidade e manterem seus filhos sob o modelo de ensino à distancia, está claro que depois de um ano em que nada foi feito para diminuir os impactos econômicos da pandemia fica cada dia mais difícil manter os filhos em casa, uma vez que praticamente todos os setores estão em atividade e os pais se veem obrigados a sair para trabalhar sem ter como cuidar de seus filhos.

É dever das organizações populares, movimento estudantil, pais e alunos se mobilizarem contra esse genocídio e organizar a greve para barrar a volta às aulas, tanto presencial, mista ou à distância, cobrar dos governos que seja feita a vacinação da população e que só depois do povo imunizado e da pandemia controlada, se possa retornar às aulas com segurança.

Nesse sentido, a Aliança da Juventude Revolucionária, por meio do Comitê de Luta Estudantil está presente no estado e realizando atividades de mobilização junto à população, e convoca todos a participarem desse enfrentamento contra os governos genocidas a nível estadual e federal. Abaixo o genocídio! Volta às aulas só com a vacina e o fim da pandemia!

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