Crise social
Com o fim do auxílio emergencial a partir do fim desse ano, uma boa parte da população irá se aprofundar ainda mais em uma situação de miséria e de fome
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Fila para sacar o auxílio emergencial, em Duque de Caxias (RJ) | Foto: Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia

Segundo estudo divulgado pela FGV social, houve uma queda de 23,7% na população pobre do País de 2019 para cá, mas isso não ocorreu devido a uma melhora nas condições sociais do Brasil, e sim por conta da concessão do auxílio emergencial dado pelo governo federal para tentar conter a crise social que se daria devido à pandemia do coronavírus.

Ainda de acordo com o estudo, as regiões mais beneficiadas pelo auxílio eram o Norte e o Nordeste, locais cuja população dependem mais de auxílios governamentais para sua sobrevivência. No mês de agosto, o número de beneficiários do Bolsa Família superou o número de pessoas com empregos formais em 10 estados das duas regiões.

Esse dado é um demonstrativo da situação de miséria em que se encontra uma boa parte da população com o avanço do golpe de Estado. Se um auxílio emergencial de apenas R$600 é o suficiente para gerar uma queda de quase 24% da pobreza do país, fica claro que existe uma gigantesca parcela da classe trabalhadora vivendo com um salário abaixo desse valor e, consequentemente, em uma situação de pobreza muito aprofundada.

O mais preocupante é que o valor do auxílio já caiu pela metade e, até o fim do ano, será totalmente extinto, ou seja, todas essas pessoas voltarão à situação de pobreza anterior ou a uma situação ainda pior, devido ao agravamento da crise econômica.

Além disso, não há, no horizonte próximo, nenhuma perspectiva de diminuição nas taxas de desemprego e nenhuma solução para a crise da pandemia do coronavírus. Enquanto já há 150 mil mortos pelo país, segundo números subnotificados, não se sabe quando haverá uma vacina ou se haverá uma segunda onda ainda pior com a retomada das aulas neste fim de semestre.

Um estudo do IBGE também menciona o fato de que o país já está voltando para o chamado “mapa da fome”, em que se encontram países onde mais de 5% da população ingere um número inferior de calorias do que o recomendável, por dia. Segundo esse estudo, já em 2018, havia 9,3 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, recebendo menos de US$1,90 por dia. A partir do ano que vem, após a hecatombe econômica causada por dois anos de governo Bolsonaro somado à pandemia do coronavírus, essa situação estará muito pior.

Diante disso, é importante ressaltar que o Brasil se tornou um verdadeiro barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento. A crise social que pode se desenvolver a partir da revolta da população por conta deste regime de fome, miséria e desemprego pode tomar proporções gigantescas. É preciso desde já elaborar uma política consequente que possa conduzir essa revolta. Com a campanha pelo “Fora Bolsonaro” e a luta pela candidatura de Lula em 2022, há uma perspectiva de que seja possível derrotar o governo e acabar com o regime que coloca a maior parte da população em um cenário de desespero.

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