Sem apoio real: 40% dos seguidores dos candidatos são falsificações

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Da redação – Nesta segunda-feira, dia 24 de setembro, em entrevista para o jornal online “O Tempo”, Arthur Igreja, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou a manipulação que vem ocorrendo nas redes sociais através dos perfis falsos e dos algoritmos utilizados por estas redes. Arthur Igreja é professor de Inovação e é especialista em redes sociais, e denuncia que a manipulação das redes sociais tende a acabar com a relativa autonomia que estes veículos ofereciam em relação ao monopólio da imprensa burguesa.

Durante a entrevista Arthur explica como o Facebook vem utilizando algoritmos para ampliar a censura na rede social, segundo o professor “o Facebook, para maximizar as margens, mudou a forma de mostrar conteúdo. Há anos atrás, uma postagem sua aparecia para pelo menos 10% dos amigos. Isso foi declinando ao longo do tempo. Hoje, o algoritmo do Facebook mostra uma publicação para pouca gente e normalmente aquelas que já curtem as suas postagens. Cerca de 50 pessoas. Se eles curtirem, vai aparecer para mais 100, e a coisa vai abrindo”. Ou seja, o próprio Facebook vem intencionalmente diminuindo o alcance das publicações ao passo que privilegia publicações pagas, o que favorece aqueles que possuem recursos para pagar o impulsionamento das postagens.

Além disso, Arthur destaca a questão central dos perfis falsos e afirma que “entre os presidenciáveis, no Brasil, 40% dos seguidores são falsos. São robôs criados”. Isso mostra que o campo de disputa das redes sociais se tornou, de fato, um obstáculo para a dominação completa do monopólio da imprensa burguesa sobre a informação, o que vem forçando estas organizações a manipularem de formas diversas as redes sociais, por um lado pagando para que suas postagens apareçam mais, e por outro criando um exército de perfis falsos que impulsionam suas publicações através de curtidas e compartilhamentos.

Isso também demonstra a popularidade fraudada dos candidatos. Segundo levantamento recente do InternetLab, o candidato com mais seguidores falsos é Alvaro Dias: 60% dos seus seguidores nas redes são robôs. Em segundo lugar, está Geral Alckmin, o grande candidato dos golpistas, que, sem apoio popular, tem 46% de seus seguidores artificiais. Em terceiro, Marina Silva (36%) e em quarto Bolsonaro (34%).

Percebe-se mais uma manipulação eleitoral. Os candidatos da direita, sem verdadeiro apoio da população, têm um “apoio” artificial, inexistente, nas redes sociais, dando a impressão de que são prestigiados pelo povo.

A população entende que essas eleições são fraudulentas. O apoio aos candidatos presidenciais, especialmente os golpistas, é totalmente fabricado. O povo queria votar em Lula, que foi preso ilegalmente. Com isso, a rejeição aos demais candidatos chegou a níveis vergonhosos para os golpistas, que tentam legitimar a farsa. Para isso, recorrem a tais artifícios.