Sem apoio do “centrão”, governo Bolsonaro é instável: é preciso aproveitar a crise e levantar o “Fora Bolsonaro”
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Sem apoio do “centrão”, governo Bolsonaro é instável: é preciso aproveitar a crise e levantar o “Fora Bolsonaro”
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A crise política que atinge o governo Bolsonaro resulta da divisão e da luta entre os diversos setores da burguesia golpista, tanto nacional, quanto internacional, pelo comando do Estado e pelo espólio do golpe. Uma das manifestações mais expressivas desta divisão é o relacionamento entre o governo e o Congresso, e mais especificamente com chamado centrão.

O governo não encontra o apoio necessário nas Casas Legislativas, em particular na Câmara dos Deputados, sofreu, mesmo, recentemente, derrotas significativas, sendo o centrão o principal responsável por elas. Uma comissão do Congresso, encarregada de analisar um Medida Provisória de Bolsonaro sobre a reorganização ministerial aprovou na última quinta-feira (09) a proposta de retirar o Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos de Sérgio Moro, Ministério da Justiça e retorná-lo ao agora Ministério da Economia. Também o pacote fascista de medidas “anti-crime” ficou travado na casa.

Em reportagem da revista Crusoé, afirma-se que o grande responsável pela derrotas do governo e que hoje lidera o centrão é Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da casa. Torna-se evidente que há um importante setor da burguesia que não se sente confortável com os rumos que a escória humana que eles mesmo colocaram no poder por meio do golpe de Estado e da fraude eleitoral. Procuram agora controlar o governo via Congresso, assim como via militares. Ao que parece trata-se de uma estratégia, cujo, sentido é manter a política econômica neoliberal do governo, uma “conquista” , para a burguesia, do golpe, mas controlando os excessos bolsonaristas e barganhando determinados interesses via Congresso. Contudo, a tática esbarra em um gigantesco caleidoscópio de interesses, nem a burguesia representada pelo centrão no Congresso avança significativamente no seu intento e nem o governo no seu, é preciso sinalizar também que a burguesia de conjunto não encontra resposta para a crise econômica que se aprofunda dia a dia e que assola o país, o que aumenta a crise.

De todo modo, o que fica evidente é a divisão no interior do bloco golpista. Esta divisão não apenas enfraquece o governo, como toda a burguesia golpista, pois as divergências impedem o ataque unitário, criam uma situação de verdadeiro desgoverno. Contudo, esta divisão e a crise que resulta daí abre imensas possibilidades para a intervenção da classe trabalhadora, por meio de sua organização, que se mantiveram até aqui quase que como meras espectadoras da situação política.

Esse é o momento de grande fragilidade do governo, é preciso aproveitá-lo. O governo é absolutamente repudiado pela maioria da população, o que está mais do que comprovado, a base do governo é uma minoria bolsonarista e a burguesia, que não está unificada plenamente por detrás dele, é o que torna o governo frágil. É preciso que as organizações operárias e populares e os partidos de esquerda realizem uma gigantesca campanha democrática para por abaixo esse governo fascistóide e inimigo do povo brasileiro antes que ele se fortaleça.  Assim como outrora foram as campanhas pela abolição e pela diretas já, assim terá de ser pelo fora Bolsonaro.

O momento é agora! O levantamento das massas contra o governo fascistóide e sua possível derrubada debilitariam profundamente as forças golpistas como um todo e fortaleceriam sobremaneira o povo, podendo até mesmo levá-lo à vitória. A palavra de ordem de Fora Bolsonaro acompanhada da de liberdade para Lula devem estar presentes em cada local de trabalho e em todas as ruas do país. Uma campanha maior do que todas já vistas no país, com grandes atos, milhões de panfletos, cartazes e jornais…, em uma grande mobilização da massa popular pela derrubada do governo. Ter como horizonte político a espera das eleições de 2022 como único momento legítimo de questionar o poder é um gigantesca traição ao povo.. Até lá o país terá sido devastado e a burguesia podera ter se unificado por detrás do bolsonarismo, consolidando não um governo fascistóide, mas uma verdadeira ditadura fascista contra o povo, edificada sob a passividade das direções da classe trabalhadora.

O momento é de ação! Às ruas pela liberdade de Lula, às ruas pelo Fora Bolsonaro!