Seleção para vice-presidências da Caixa: governo mira na privatização do banco

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O “concurso” para preencher quatro vagas de vice-presidências da Caixa Econômica Federal revela o caminho que o governo golpista, Michel Temer, prepara para a privatização da empresa.

Foi divulgado nesse dia 2 de outubro o número de candidatos para concorrer ao concurso para preencher quatro vagas nas vice-presidências da Caixa, concurso esse comandada pela firma de localização e avaliação de executivos, Russell Reynolds Associates, empresa que presa por designações para clientes dos mercados de capitais e bancários globais, private equity, de gestão de capital de risco, fundo de hedge, ativos e riqueza imobiliários, voltada para abordagem estratégica em localizar executivos de reconhecimento em líderes de mercado.

A contratação da Russell Reynolds já não deixa dúvida do que está por trás nas mudanças na direção da Caixa, quando as instâncias diretiva do banco eram ocupadas única e exclusivamente por funcionários do quadro da empresa.

Os números de inscritos para a seleção também são reveladores: dos 138 candidatos, apenas 27 são funcionários da CEF, enquanto 111 são pessoas diretamente vinculadas ao mercado financeiro, ou seja, pessoas ligadas aos interesses dos bancos privados e outros monopólios.

No final do processo os candidatos serão entrevistados, e os “escolhidos” deverão ser aprovados pelo Conselho de Administração do banco. Não resta dúvida que os escolhidos serão todos os candidatos voltados ao mercado, já que a última palavra na escolha será feita diretamente pelo governo federal que controla, tanto a direção da Caixa, quanto o Conselho de Administração (o Conselho de Administração é composto por oito membros sendo apenas um eleito pelos funcionários).

A intenção da direita golpista, à frente da Caixa Econômica, é de concluir o processo de substituição das 12 vice-presidências até o final do ano, mas, já neste mês de outubro as substituições acontecerão para a vice-presidência de Corporativo, Fundo de Governo e Loterias, Governo e Habitação, e que, não por acaso são justamente as áreas que estão na mira para ser entregue para os parasitas capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais, de olho na Lotex da Caixa, um dos setores de maior rentabilidade para o banco e a quebra do monopólio da administração dos recursos do FGTS no ordem de R$ 300 bilhões, para beneficiar os banqueiros do Bradesco e do Santander.

As substituições nas direções das empresas estatais, e nesse caso das vice-presidências da Caixa, um banco 100% estatal, visa claramente preparar a entrega desse grande patrimônio do povo brasileiro nas mãos dos capitalistas que só tem um objetivo: a obtenção de lucro às custas da exploração dos trabalhadores e de toda a população em geral.