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Antônio Carlos Silva

Repressão

“Segurança pública” é a repressão organizada contra o povo

Não existe "segurança pública". O que existe é a organização da violência, pelo Estado, para reprimir, torturar e matar o povo negro, pobre e trabalhador

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Em tempos eleitorais os bons jingles, lemas de campanha, e outras formas de enrolar o povo são produzidas industrialmente. Todo mundo, agora, defende saúde, trabalho, emprego e segurança, tanto a esquerda pequeno-burguesa quanto a direita. Até ontem, muitos estavam nas ruas pedindo a deposição de Dilma Rousseff e a prisão de Lula…

O que chama atenção, no entanto, é quando o debate das propostas tem como objetivo discutir a questão da chamada “segurança pública”, onde, por mais que apareçam propostas diferentes, ninguém toca no ponto central da questão: a repressão organizada contra o povo.

Não existe “segurança pública”, como querem apresentar os mais variados pré candidatos, de esquerda ou de direita. O que existe é a organização do Estado, controlado pela burguesia, para reprimir, torturar e matar o povo negro, pobre e trabalhador. É um problema de classe, e deve ser visto deste ponto de vista, e não do debate eleitoreiro besta de todas as eleições.

Não é preciso nenhum cientista ou especialista para chegar à conclusão de que, no Brasil, a repressão do Estado tem um alvo muito bem definido. As quase um milhão de almas do sistema carcerário, por exemplo, em sua maioria esmagadora, não possui alfabetização, é negra e pobre.

Isso sem falar das vítimas da Polícia Militar. Os mortos “em confronto” com a PM, os que foram mortos sem confronto e os que são executados sumariamente, como as quase 600 pessoas que a PM de São Paulo já matou este ano. Além dos desaparecidos pela PM, que ninguém vai saber, nunca, quantos foram ao todo.

Se é assim, uma violência organizada contra o povo, o sistema repressivo, a PM, simplesmente precisa acabar. Esse é o único debate de “segurança pública” possível. A dissolução da Polícia Militar, a debandada total, o fim dessa corporação e sua rotina macabra.

Vale mencionar que as forças de repressão estão sempre do lado dos poderosos, da direita. Sustentam o golpe de Estado, protegem a direita, os fascistas, e buscam controlar todas as manifestações, em absolutamente todos os estados da federação. A repressão política feita pelo braço armado do Estado é escancarada, e se apresentou em todos os acontecimentos no transcorrer do golpe de Estado. 

Essas são as funções da repressão, para isso que a PM existe, para isso que foram constituídas as delegacias de polícia, as penitenciárias. É um sistema, de conjunto, feito para esmagar o povo, seja em sua rotina, seja suas organizações, e, por isso, tem que acabar.

Não é possível aceitar outra forma de encarar o problema da repressão, pelo menos por parte das organizações de esquerda, democráticas. A simples existência da PM, o que ela faz, comprova que falta muito para uma sociedade minimamente civilizada. O fim da PM é uma questão democrática, de progresso civilizatório. 

Os candidatos e partidos que apresentam, a cada dois anos, outras saídas, outras alternativas para a questão, só estão fazendo demagogia, seja com o povo, seja com as próprias forças de repressão. Afinal, em tempos eleitorais, todo voto é válido, não importa de onde venha…

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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