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Segundo Fux, brasileiros devem fazer sacrifício… menos os ricos
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Segundo Fux, brasileiros devem fazer sacrifício… menos os ricos
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, fez uma palestra em um evento promovido pela corretora XP, um braço do Banco Itaú, e disse o que a seleta platéia pagou para ouvir: defendeu a tal reforma da previdência “com patriotismo”.

Fux, que deve sua indicação ao STF ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho e sua esposa, também falou a favor da terceirização dos trabalhadores e tudo o mais que não o afeta, nem à sua filha, para a qual conseguiu o posto de desembargadora no Rio de Janeiro, uma moça na casa dos seus 30 anos de idade com uma vasta experiência em ser filha dele.

Fux quer que os pobres façam um sacrifício pela Reforma da Previdência exigida pelos banqueiros. Mas fala como se fosse um sacrifício de todos pelo país. Demagogia direitista barata.

O suposto juiz Sérgio Moro, em uma de suas mensagens no aplicativo Telegram ao chefe de seus procuradorzinhos amestrados, Deltan Dallagnol, conforme divulgadas pelo Intercept, se referiu ao ministro como “in Fux we trust”, que é uma paródia da frase impressa nas cédulas verdinhas do dólar norte-americano, objeto de veneração do culto à conspiração que eles todos frequentam. No caso do papel moeda, é em Deus que se confia. Fux está, obviamente, em outra categoria de confiança, ele… arrá, urrú, também é nosso, ou melhor, deles, como o Dallagnol se referiu ao outro ministro, Edson Fachin, também em outra mensagem vazada pelo Intercept recentemente.

Eles não têm nenhuma vergonha na cara.

Fux teve a cara de pau de defender a redução dos direitos trabalhistas como forma de proteger o trabalhador.

É uma conspiração de toda a direita para roubar os trabalhadores.

Como se não bastasse, Fux também ameaçou o Direito dos brasileiros e nossa Constituição, ao declarar “Quero garantir que a ‘lava jato’ vai continuar. E essa palavra não é de um brasileiro, é de alguém que assume a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano que vem, podem me cobrar.”disse no evento da Expert XP 2019 na sexta-feira (5/7).

Então é isso. Ele vai ser presidente do STF em 2020 e acha bonito as pessoas serem levadas coercitivamente para a masmorra de Curitiba, ficarem lá por anos, em prisão provisória, sem direito a defesa, apenas acusação em conluio com o juiz, e depois sejam condenadas sem provas, apenas por convicção, ouvindo e validando delações forjadas, em palhaçada que depois continua na segunda instância, no TRF4, e com o Supremo e com tudo. Na visão dele, tem que manter isso aí, viu?

No caso específico da sua defesa da “reforma” da Previdência para a platéia de banqueiros que adoraram a música, Fux, disse que “isso é um problema intergeracional (sic). As pessoas devem ter amor ao Brasil, amor à coisa pública e não fazer oposição que seja prejudicial ao País”, diz.

Está na cara que ele e os banqueiros, seus anfitriões, têm muito amor à coisa pública. Por isso 40% do orçamento do Brasil vai para eles sob a forma de juros. E eles estão loucos para abocanhar também a aposentadoria de todo mundo, através de uma tal capitalização milagrosa, que já causou muitos suicídios onde foi implantada antes, no Chile. Já a parte do “amor pelo Brasil” talvez seja um sentimento confuso, como o dos tarados a que o Bolsonaro se referiu.