Genocídio programado
Devido à política genocida da burguesia de reabertura generalizada, a Europa se encontra em meio à possibilidade de uma segunda onda do coronavírus em vários países
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Ruas de Londres lotadas após reabertura de bares e restaurantes. | Simon Dawson/Reuters

Nessas últimas semanas, a Europa se viu em um grande apuros frente ao avanço do coronavírus na região. Segundo autoridades locais, os países estão prevendo uma segunda onda da doença, já observando um aumento na quantidade de novos casos em diversos lugares.

Nos últimos 14 dias, 28 dos 55 países que compõem o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) chama de Região Europeia registraram uma intensificação da pandemia, somando-se aos cerca de três milhões de casos e 207.000 mortes causadas pela covid-19 desde o início da crise.

Dentre os principais países da União Europeia, vale citar a situação de alguns.

O Reino Unido, liderado por Boris Johnson, já registra cerca de 300.000 casos e mais de 45.000 mortes ocasionadas pela doença. Em meio à confirmação de novos óbitos resultantes de complicações pela doença, Boris denunciou um “erro nos cálculos”, suspendendo a divulgação de novos dados acerca do panorama do país até que a situação seja resolvida, representando uma política verdadeiramente autoritária, similar ao que vem ocorrendo no Brasil. Ademais, rejeitou a ideia de uma nova política de confinamento, ignorando completamente a recomendação de cientistas que apontam para a alta probabilidade de uma segunda onda.

A França vive uma situação de extrema negligência. Ao mesmo tempo em que os casos no país tendem a aumentar, não procura endurecer as medidas de isolamento social. Ademais, foi só recentemente que foi colocado como obrigatório o uso de máscaras à população, que já não dava muita atenção ao vírus. A única coisa que o governo francês faz é ficar “vigilante”, mesmo que o número de mortos já tenha chegado à cifra de 30.000.

A Alemanha é a única que afirma ter total controle sobre o vírus, contabilizando um total de 201.574 infectados, 9.084 mortos e 187.400 recuperados. Todavia, Jens Spahn, Ministro da Saúde, também afirma que “O perigo de uma segunda onda é real”.

Ademais, a perspectiva para os Países Baixos, Portugal e Itália também é extremamente negativa. O número de casos em todos os três países aumenta cada vez mais, o que tem resultado na possibilidade de novas medidas de isolamento e distanciamento social.

Não podemos nos enganar. A situação da Europa não é por acaso, devido à algum tipo de má sorte ou à evolução natural do vírus. É resultado de uma clara política da burguesia de reabrir o comércio de forma generalizada, utilizando de artifícios demagógicos de que a doença está controlada e que as medidas de distanciamento impostas são suficientes para impedir a contaminação.

O fato é que não querem perder dinheiro e farão de tudo para que isso não aconteça, mesmo que custe a vida de milhares de trabalhadores. A segunda onda de coronavírus na região faz parte do projeto da burguesia de “salvar” a economia independentemente dos custos que isso acarrete. Por isso é necessário combater fortemente a política consciente de extermínio, comas  mobilizações populares que coloquem em xeque o regime político europeu. No fim, é um ótimo exemplo do porque são os trabalhadores que devem ter o poder. O contrário só resulta – como observado – na morte da classe operária de forma generalizada.

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