80 anos de sua morte
Neste 21 de agosto, completam-se 80 anos do assassinato de uma das figuras mais importantes da Revolução Russa
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30ª Conferência Nacional do PCO | Foto: Diário Causa Operária
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30ª Conferência Nacional do PCO | Foto: Diário Causa Operária

Neste 21 de agosto, completam-se 80 anos do assassinato de um dos mais importantes revolucionários que a história produziu: o ucraniano Lev Bronstein, mais conhecido como Leon Trótski. Os méritos de Trótski não cabem neste editorial, nem é nosso objetivo listá-los um a um, para não corrermos o risco de sermos injustos com o seu legado. Lembremos, ao menos, que o incansável militante do movimento operário nasceu em 1879, na pequena aldeia de Bereslavka, e iria participar ativamente das três revoluções russas, liderar o exército vermelho durante a guerra civil e reorganizar os militantes que chegaram à mesma conclusão sobre a burocracia stalinista: é preciso fundar, sob novas bases, a IV Internacional.

O assassinato de Leon Trótski a milhares de quilômetros da União Soviética, depois de ele próprio ter se exilado em inúmeros países e ter visto vários membros de sua família serem punidos, inclusive seu filho, Lev Sedov, é a prova de que o compromisso de Trótski com a revolução proletária mundial era inabalável. Apenas com sua morte a burocracia pôde frear seus esforços para derrubar os obstáculos contrarrevolucionários e levar os trabalhadores ao poder.

E se Trótski incomodava tanto, era porque, muito mais do que ser um intelectual de grande envergadura, tinha uma proposta bastante concreta contra a ordem vigente. Em todos os problemas fundamentais sobre os quais Trótski se debruçou — como a frente ampla, o surgimento do fascismo, a contrarrevolução, a burocratização da União Soviética e as guerras imperialistas — esteve sempre colocada a necessidade de se construir o partido revolucionário. Um partido verdadeiramente operário, que rejeite o revisionismo e que aponte claramente o caminho que os trabalhadores devem seguir em sua luta incessante para o socialismo.

É neste sentido que devemos entender o legado de Trótski. Ao contrário das organizações que hoje se dizem seguidoras da IV Internacional, mas que rejeitam a disciplina bolchevique, colocando seus ímpetos anarquistas acima de qualquer disciplina partidária, é preciso responder com a palavra de ordem de um partido centralizado, sobre a base de um programa marxista. Ao contrário das organizações que reivindicam o legado de Trótski e buscam justificativas para endossar a política de colaboração de classes, de modo a desfazer a pressão que a burguesia coloca sobre seus ombros, é preciso discutir a necessidade de formar uma frente única e operária contra o fascismo.

O Partido da Causa Operária reivindica para si o título de Partido quarto-internacionalista e é por isso que tem colocado em primeiro plano, diante de todos os acontecimentos, inclusive diante da ofensiva golpista da América Latina, a necessidade de colocar no centro do debate a mobilização da classe operária e a construção do partido revolucionário.

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