Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
59189932
|

Os primeiros sinais que os trabalhadores tomam a direção contra os regime de extrema-direita instalado pelo imperialismo no Brasil foram os gritos contra Bolsonaro no carnaval. Após o governo federal anunciar grandes cortes no orçamento da educação, os movimentos estudantis saíram à rua no dia 15 de maio, com grande participação da população em geral, em atos diretamente contra Bolsonaro. Uma grande adesão à manifestação incentivou outros protestos, como o do dia 30 de maio e a greve geral do dia 14 de junho. 

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), esta semana os estudantes decidiram aderir a força trabalhista e ocupar a reitoria da universidade, o movimento não é somente contra os cortes de verba proposto pelo governo federal, mas contra todas os retrocessos que vêm sendo implementados desde o golpe de estado dado contra a presidente Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores e principalmente contra o povo brasileiro e sua soberania. Não é só a ‘reforma’ da previdência, a ‘reforma’ trabalhista, o corte na educação; é todo o sistema de governo da direita.

Apesar de ser importante verbalizar a insatisfação contra os ataques da burguesia, normalmente manifestações de rua são violentamente reprimidas pela polícia militar. Somado à isso, o ministro Abraham Weintraub quis proibir atos de propaganda e agitação política em dias de semana. O controle fascista sobre as universidades é também imposto nas áreas administrativas, e.g. os reitores das universidades são indicações do governo, e mesmo que os estudantes escolhem por voto um reitor, o voto é apenas indicativo, portanto o governo pode escolher a revelia dos estudantes o reitor que mais se encaixa a política fascista. Existe um verdadeiro aparato burocrático burguês sobre as universidades, estrangulando completamente os movimentos estudantis, e cada vez mais controlado pela extrema-direita.

“A adoção de outras formas de atuação política não substituem a necessidade e poder dos atos de rua, mas, servem como seu combustível, e também como potencial articulador dos mesmos.” Carta dos estudantes que ocuparam a reitoria da UFRN. A tática de ação direta, ou seja, de ocupação da reitoria foi em partes inspirada nos movimentos secundaristas em 2016 e decidida em conjunto com os estudantes que  participaram da ocupação. A estratégia tende a ser mais eficiente que apenas protestos nas ruas, por além de afetar mais o cotidiano do maquinário burocrático da reitoria, cria uma clivagem maior entre os estudantes e o governo do fascista Bolsonaro, assim como demostrado pelos estudantes secundarista em 2016 ao ocuparem as escolas. Outro fator importante é o aprendizado politico  adquirido pelos estudantes em uma ocupação. É preciso que a União Nacional dos Estudantes (UNE) incentive também a ocupação nas demais universidades em todo o país, e que os estudantes pressionem UNE para tomar posições mais radicais contra o governo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas