Demolição da Cultura em marcha
Além de filtro moralistas, e congelar a Lei Rouanet para ter a menor aprovação de projetos em 10 anos, agora, integra o órgão gente sem a menor vinculação à área da cultura.
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Edianne Paulo de Abreu ao lado do presidente Jair Bolsonaro | foto: Facebook/Reprodução - Folha de São Paulo

A Secretaria Nacional do Audiovisual, órgão integrante da Secretaria de Cultura do Governo Federal, tem uma nova coordenadora-geral para o Centro Técnico Audiovisual, a dentista Edianne Paulo de Abreu, que foi nomeada pelo Ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, quem assinou a portaria, cuja publicação já saiu nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União.

Sem ter no currículo qualquer vinculação à área de áudio, Edianne traz como credencial para o cargo experiência como secretária parlamentar do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), um ex-policial militar que ganhou as manchetes de jornais se destacando por seu quem quebrou a placa de rua  em homenagem à vereadora assassinada no centro do Rio de Janeiro, a Marielle Franco (Psol-RJ); a sua filiação ao PSL, com uma tentativa em vão de 2018 para deputada federal pelo PSL do Rio;  e alguns amigos influentes como o ator Mário Frias, o atual Secretário Especial da Cultura do governo.

Segundo informações do próprio site do Ministério da Cultura, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv) nasceu de um acordo de cooperação técnica, assinado em 1985, entre a Embrafilme e o National Film Board (NFB), do Canadá. O CTAv é vinculado à SAv desde 2003. O Centro atua no apoio ao desenvolvimento da produção audiovisual brasileira e suas ações abrangem a produção, coprodução, difusão, preservação, documentação, pesquisa, produção de conteúdo, disseminação de técnicas do ofício, inovação e empréstimo de tecnologia.

Ligada a CTAv, está a Cinemateca Brasileira com um acervo de cerca de 200 mil rolos de filmes, entre longas-metragens, curtas e cinejornais, além de livros, revistas, roteiros, fotografias e cartazes, mas que tem a sua administração terceirizada para a Ong Roquette Pinto desde 2018.

O Cinema brasileiro, que teve reconhecimento internacional em 2019 em Bacurau (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles – Prêmio do Júri no Festival de Cannes;  e Democracia em Vertigem (2019), de Petra Costa – indicado ao Oscar na categoria de Melhor Documentário, recebeu ataques do sem noção, golpista e ilegítimo presidente fascista Bolsonaro, como as críticas de dezembro último, quando, durante um vídeo que fez e postou nas redes sociais, declarou sua defesa em relação à produção de filmes para toda a população e não só de interesse de minorias, além disso, disse que, fazendo assim a produção vai melhorar e não vai precisar mais da “cota de tela”, iniciativa que estabelece um número mínimo obrigatório de exibição de filmes brasileiros nos cinemas do país, que, segundo seu raciocínio, vai poder diminuir gradualmente até acabar com ela.

Bolsonaro, representante de uma direita tradicional, conservadora, reacionária, racista, preconceituosa, e de uma moralidade piegas, vem demolindo a estrutura do Ministério da Cultura, que, transformado em secretaria –, foi colocado na espera por quase quatro meses e retomada com novo nome, e, nos primeiros sete meses de 2019 a Lei Rouanet recebeu e aprovou o menor número de projetos em dez anos.

Agora, a última indicação, mais parece um cabide de emprego para cabos eleitorais, com inclusão de gente sem nenhuma vinculação à área, do que um projeto para administrar e gerir a riqueza cultural do nosso país, como se espera que aconteça.

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