O PCO e Sebastião
Uma candidatura importante lançada pelo PCO para defesa da classe trabalhadora em Contagem, que agoniza com o PSDB.
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sebastião
Sebastião em entrevista à COTV. | https://www.causaoperaria.org.br/sebastiao-pessoa-candidato-do-pco-a-prefeitura-de-contagem-mg/

Sebastião de Oliveira Pessoa é candidato ao cargo de Prefeito pelo Partido da Causa Operária – PCO, em Contagem, município do interior de Minas Gerais.Pertence à Região Metropolitana de Belo Horizonte e é o terceiro município mais populoso do estado, reunindo 663.855 habitantes segundo estimativa de 2019.

Nascido em 09/08/1969, Sebastião Pessoa tem 51 anos, natural de Alpinópolis – MG, Solteiro(a), Programador de Computador.

Sebastião, concedeu uma entrevista ao DCO, e falou sobre como está vendo tudo o que passa em sua cidade no momento da pandemia, sobre como se sente, e sobre a política do partido. Confira a seguir.

DCO – Como vc conheceu o PCO?

Sebastião – Em sempre fui um pessoa política. As questões políticas sempre me atraíram. Sempre tive uma espécie de militância política, mesmo não sabendo que isso era política. E, durante o golpe de 2016, eu percebi que havia alguma coisa errada, e que algo não batia. Entendeu? Então comecei a procurar iniciativas ideológicas e políticas para eu pudesse entender o que estava acontecendo. Foi onde eu encontrei o PCO.

Havia uma análise política do Rui, e eu fiquei bastante impressionado com a clareza das ideias, com as propostas, e com uma ideologia de esquerda que sempre me atraiu. Sempre fui uma pessoa ligada à esquerda. Nunca votei na direita. Então eu achei que a proposta do PCO era condizente com aquilo que eu procurava. Entendeu? E foi quando eu comecei a militar no PCO.

DCO – Seu ramo de trabalho e atividade qual é?

Sebastião – Eu sou programador de computador. Tenho uma pequena empresa de informática, uma microempresa, e trabalho nessa área mais de 20 anos.

DCO – Sempre trabalhou por conta própria? Nunca foi empregado?

Sebastião – Eu trabalhei como empregado em um curto período, uns três anos três anos e meio… juntando tudo não dão 4 anos.

DCO – Como você se sente representando o PCO na campanha eleitoral?

Sebastião – Inicialmente eu achei que seria uma tarefa pesada, entendeu? Uma tarefa que seria muito trabalhosa, e que eu sofreria… No caso aqui de Contagem, eu acho que está sendo bem tranquilo, entendeu? A imprensa praticamente ignora o partido aqui em Contagem. Então, como é uma cidade operária, era de se esperar um total desprezo pelas candidaturas que representam a classe trabalhadora. E eu me sinto assim, muito feliz de estar representando as ideias do partido, que são as ideias que melhor podem proporcionar uma solução para os problemas gerais do país.

DCO – E como a pandemia impactou a sua cidade?

Sebastião – Inicialmente houve aquela fase de isolamento social, do fique em casa, e que o vírus é altamente mortal, mas não se sabia muito sobre o próprio vírus, tinha muita confusão com isso. Então, a população de Contagem aderiu maciçamente à campanha de usar a máscara e ficar em casa, mas agora, aqui em Contagem, está tudo liberado, entendeu?. As pessoas estão aí se acotovelando nos bares, nas festas, como se não houvesse pandemia, entendeu?. Como se fosse uma gripe normal e que, como disse o Bolsonaro, não é? “… quem tiver que morrer que morra!” E é mais ou menos desse jeito que está aqui em Contagem agora.

DCO – A gente tem visto aí todo drama em relação ao setor da educação. Como está sendo a discussão em Contagem sobre a volta às aulas presenciais?

Sebastião – Os professores da rede municipal de ensino aqui de Contagem não querem voltar às aulas e às salas de aula, enquanto não houver uma vacina. Mas, o ensino superior aqui, a prefeitura de Contagem já liberou o ensino presencial no nível superior. Então assim, do ponto de vista da prefeitura, ela já teria voltado com as aulas a bastante tempo. Só não voltou ainda, em razão da pressão dos professores e do medo dos pais dos alunos do ensino fundamental e médio, que temem que seus filhos morram nas salas de aula, que sejam contaminados pelo vírus, e que sofram as consequências de uma pandemia que não está controlada. Então assim, a preocupação dos pais com os filhos, e a ação dos professores aqui de Contagem que estão ligados Sind Ute, fez com que as aulas ainda não retornassem. É um governo em fim de mandato, e um governo do PSDB, e esse governo não tem nenhuma possibilidade de ganhar aqui em Contagem, por causa das promessas não cumpridas e feitas durante a campanha eleitoral de 2016.

Então é isso. Por enquanto as aulas, pelo menos no ensino público, não retornaram, e me parece que no ensino privado também não. Eu tenho uma irmã na escola Santa Maria, e ela falou comigo que a própria escola não quer retornar, porque o custo de fazer o controle da pandemia dentro das escolas, é muito alto. É um protocolo que é inacessível para as escolas particulares, imagine então, para as escolas públicas. Então está desta forma.

DCO – E a saúde, qual a situação?

Sebastião – A saúde pública em contagem sempre foi complicada. Durante a gestão da Maria Campos, que foi uma prefeita do PT, o plano de saúde aqui melhorou um pouco. Mas é um sistema de saúde extremamente deficitário, entendeu? Em contagem tem favelas, que demandam muito saneamento e não tem estrutura nenhuma. Agora além das demandas antigas, que continuam, tem as novas. Eu sou testemunha que o sistema daqui é muito precário. Então, durante essa fase da pandemia, em imagino que os médicos, e o sistema, ficaram extremamente sobrecarregado. E continua, porque a pandemia não acabou, e com a estrutura precária, ela não atende minimamente a demanda existente. Entrando a segunda onda, aqui vai colapsar.

O SUS, é o que minimamente segura a situação, embora esteja ruim é o que temos.

DCO – Como você os principais pontos do partido?

Sebastião – São pontos gerais que servem ao Brasil de um modo geral. São propostas coerentes no sentido de dar uma base para que as pessoas não morram de fome e sem saúde. Aplicado à cidade de Contagem, seria um programa que atenderia as necessidade da população não suas necessidades básicas.

DCO – Como você analisa o fato do partido ter tomado como ponto de luta uma política nacional para a questão municipal, levantando a palavra de ordem Fora Bolsonaro?

Sebastião – Eu vejo que essa palavra de ordem que o partido tirou é essencial. Um
exemplo que eu pensei é que Contagem não está em Marte, entendeu? Contagem está no planeta Terra, e, por acaso está no Brasil. Então, se afeta o país, afeta Contagem. Se o país quebrar, Contagem não vai ficar imune, e ela vai quebrar também. Independente das condições das indústrias, do parque industrial que nós temos aqui, a cidade vai quebrar. Então, é preciso que essa palavra de ordem Fora Bolsonaro, e de Lula Presidente em 2022, seja levada adiante para derrubar esse sistema que sustenta a situação ruim aqui em Contagem, e a péssima situação em todo o país.

Eu penso que essas duas palavras de ordem removem a podridão do sistema, ou seja, não adianta querer fazer nada por Contagem, sendo que o sistema está todo podre e corrompido, todo caindo aos pedaços. Então assim, eu penso e acredito que Contagem, assim como todas as cidades no país, precisam se livrar, imediatamente, desse câncer que é o governo Bolsonaro e de todo o sistema burguês que sustenta esse governo.

DCO – Obrigado pela entrevista, quais suas palavras finais?

Sebastião – A essência da política do PCO é derrubar o sistema capitalista e implementar um governo operário em que os trabalhadores construam o seu futuro. Um partido, um regime, um sistema político e social que coloque para fora os parasitas que ficam aí explorando o suor, o sangue e a inteligência do trabalhador em prol de meia dúzia de pessoas. A gente precisa de um sistema, e o PCO propõe e a humanidade precisa de um sistema que dê oportunidade a todas as pessoas. Um sistema que permita que as pessoas vivam, porque hoje em dia as pessoas não vivem, elas parasitam, elas vagueiam pelo mundo sem saber exatamente o que fazer, e para onde ir.

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