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Como o imperialismo usa ONGs para desestabilizar inimigos

Um crime político

Se pode FHC, por que não Bolsonaro?

A politica da frente ampla levada ao cúmulo, apoiar os piores carrascos dos trabalhadores para, supostamente, combater um outro carrasco

Rodrigo Maia e FHC, inimigos dos trabalhadores – Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Pela segunda vez consecutiva, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as chamadas centrais sindicais, organizações oportunistas do movimento sindical, incluindo a Força Sindical, organização abertamente patronal e golpista, estão organizando uma atividade virtual para o 1º de maio, dia internacional de luta dos trabalhadores. A atividade seguirá os mesmos moldes da anterior, marcada pela política da frente ampla, ou seja, do congraçamento entre a esquerda e direita, supostamente, contra a extrema-direita.

Nessa caricatura de ato em defesa dos interesses dos trabalhadores, seguindo a orientação frente-amplista de estabelecer uma ponte entre a esquerda e direita, foram convidados, além de representantes políticos e sindicais da esquerda, também os piores carrascos dos trabalhadores, representantes diretos do capitalismo nacional e internacional, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-presidente da Câmara do Deputados e general da reforma da previdência, Rodrigo Maia (DEM), o governador genocida de São Paulo João, Doria (PSDB); Ciro Gomes (PDT), representantes de setores importantes da burguesia nacional, dentre outros.

Ante o quadro dramático do país, com índice de desemprego recorde, com o desmonte dos serviços públicos, com ataques sem precedentes aos direitos trabalhistas, com a fome atingindo milhões de brasileiros, com quase 400 mil mortos em números oficiais vítimas da Covid-19 e do descaso dos governos, a única medida da atual direção do movimento operário brasileiro, da CUT, única central que representa os trabalhadores, foi juntar-se com os piores inimigos dos trabalhadores numa frente fajuta contra Bolsonaro.

Um amplo setor da esquerda insiste nessa política comprovadamente fracassada de apoiar um setor da burguesia, tido como democrático e civilizado, para se contrapor ao bolsonarismo. Vivem num mundo à parte, encantado, em que os graves problemas nacionais e as agruras pelas quais passam os trabalhadores brasileiros são culpa única e exclusiva de Jair Bolsonaro.

Como não contam com a mobilização popular, que já abandonaram há muito, consideram que todo apoio contra Jair Bolsonaro não somente é legítimo, como crucial, nem que para isso tenham que se sacrificar bandeiras; nem que tenham que se chafurdar por inteiro na lama do reacionarismo e da traição aos interesses dos trabalhadores.

A atitude das direções da esquerda revela o desespero a que chegaram, exasperados pela grave situação nacional, encolhidos pelo medo, ao invés de apresentarem uma caminho de mobilização aos trabalhadores, que seria o seu papel, declinam e procuram a direção da burguesia, pelo menos de um setor dela, para que essa aponte um caminho a seguir que restitua a normalidade perdida, o regime pseudodemocrático a que estão acostumados. Esse é um dos pontos chave da situação política.

A pressão fundamental vem, notadamente, da Força Sindical e das Centrais pelegas, que pressionam a CUT e setores da esquerda e dos movimentos populares para que esses se misturem com a direita, apoiem-na, em troca essa direita protegerá o país do perigo fascista que representa Bolsonaro.

Fica claro, ante a atitude dos governadores durante a pandemia, notadamente de João Doria (PSDB) – não há nem mesmo um mínimo investimento para conter o vírus, o Estado mais rico da federação deixou centenas de pessoas morrerem a míngua a espera de um leito, não há vacinação, o fome tornou-se uma realidade aterradora, a única política feita pelo governo com extrema brutalidade foi o lockdown que não resolve absolutamente nada da disseminação do vírus e consequente mortandade, mas que agravou a crise econômica e aumentou demasiadamente a miséria. Doria é responsável direto por quase 80 mil mortes e pelo desemprego e pela miséria de um sem número de cidadãos, no entanto, não há nenhuma mobilização da esquerda contra esse genocida, ao contrário, há um apoio a sua política fajuta de combate ao vírus, contrapondo-a à política inexistente de Bolsonaro.

Essa política das direções do movimento operário e de setores da esquerda, como o PSOL e a ala direita do PT, não é somente errada, um engano, como um entrave que traz gravíssimas consequências.

Primeiro, essa direita é tão ou mais genocida e criminosa quanto Bolsonaro. Fernando Henrique Cardoso protagonizou um dos momentos mais tristes e terríveis, do ponto de vista dos interesses dos trabalhadores, na história nacional, a política neoliberal posta em prática por ele levou a venda do patrimônio nacional, a entrega das riquezas do país, a uma ataque aos direitos trabalhistas, a fome que ceifou a vida de incontáveis brasileiros, um dos governos mais atrozes da nossa história. E é esse tipo de regime que ele representa. A verdade seja dita, Bolsonaro é um mero aprendiz perto de FHC no que diz respeito a atacar as condições de vida da população e destruir o país.

As contradições da direita com a extrema-direita não dizem respeito à democracia ou aos interesses populares, dizem respeito aos setores que irão conduzir o Estado e a maneira como irão, tanto é assim que não criticas contundentes a Bolsonaro no que a sua política econômica ou aos ataques aos direitos dos trabalhadores da parte da direita dita civilizada.

Segundo, foi essa direita que deu o golpe de Estado no país e que conduziu Bolsonaro e os militares ao governo por meio de um segundo golpe, e o farão novamente se tiverem de escolher entre a extrema-direita e a esquerda, mesmo a mais moderada. Não foi a extrema-direita que tomou o poder, mas a direita que a levou até lá, essa mesma direita que diz ser científica e civilizada e que foi convidada a participar de uma atividade do dia de luta dos trabalhadores.

Essa atividade virtual da CUT e das assim chamadas centrais não representa os trabalhadores brasileiros, é apenas a expressão da confusão e da degradação completa da burocracia sindical. Os trabalhadores brasileiros devem boicotar essa atividade torpe e vil.

O Partido da Causa Operária (PCO) e os Comitês de Luta contra o Golpe honram a memória dos mártires de Chicago e a memória de todos aqueles que tombaram lutando pelos interesses dos trabalhadores contra a exploração e a tirania dos patrões e dos governos. Neste primeiro de maio todos à Avenida Paulista em São Paulo às 15h, para a realização de um ato contra todo o bloco golpista da burguesia que levou o país à situação que hoje está, em defesa das reivindicações dos trabalhadores, por vacina, emprego, renda. Abaixo o governo golpista! Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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