“Se não têm ônibus… que vão de Uber”: Doria corta 149 linhas de ônibus

O prefeito de São Paulo, João Doria, é conhecido por não gostar da classe trabalhadora, estudantes e demais segmentos populares. Mas agora ele tenta dificultar mais ainda a vida dessas pessoas, como se fosse um jogo sádico de quem não tem mais nada para fazer.
Sua nova investida, através da licitação do transporte público de ônibus, é contra o transporte coletivo paulistano, que já não é referencial para outras cidades, haja vista a superlotação diária dessas conduções.
Agora o seu sadismo está voltado para a extinção de 149 linhas de ônibus, além da mudança de itinerário de outras 186. Algumas outras sofreram mudanças apenas no nome, ou seja, mais uma forma para confundir e dificultar a vida diária de quem utilizar esse meio de transporte.
Sem dúvida, a população da periferia da cidade sofrerá os maiores impactos negativos dessa medida. Oportuno mencionar que o secretário de Transportes da capital paulista, Sérgio Avelleda, no mês de fevereiro, já havia reafirmado o desejo de também acabar com a função de cobrador de ônibus, o que acarretará uma exploração maior das atividades do motorista.
De norte à sul, de leste à oeste, a população mais pobre sofrerá bastante, especialmente porque terá que passar mais tempo se deslocando em direção ao trabalho e para seus afazeres cotidianos, além da demora e dos ônibus lotados. Não existe, no momento, outra solução para o operário paulistano, a não ser tomar as ruas contra o pérfido João Doria.