Luta contra o racismo?
A esquerda pequeno burguesa fala de luta contra o racismo, mas se alia com a direita golpista mais racista e fascista do país
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Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, o ex-presidente da  Fernando Henrique Cardoso, e governadores tucanos em reunião na sede da Executiva Nacional do PSDB (Valter Campanato/Agência Brasil)
Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alkimin, o ninho tucano do PSDB | Foto: Reprodução

Há algum tempo este Diário aborda a polêmica em relação às obras de Monteiro Lobato, devido ao aumento – por parte da direita e da esquerda pequeno-burguesa – uma campanha de que os livros do autor teriam caráter racista e deveriam ser afastados das bibliotecas e livrarias do país.

A defesa do DCO, do patrimônio cultural da humanidade, expressa na defesa da obra de Monteiro Lobato, ocasionou vários ataques e calúnias daqueles que supostamente lutam contra o racismo.

É o caso de Douglas Belchior, militante do PSOL que utilizou as redes sociais para acusar o PCO de racista.

“@PCO29  é uma piada. Racistas sem vergonha. Eles e os amigos deles.”

A atitude é bem característica da direita, não apresenta nenhum argumento, é apenas uma tentativa de calar o adversário usando a força. Típico método da direita, bolsonarista inclusive.

Essa semana a máscara do psolista caiu. Na divulgação do ato da frente ampla com os golpistas, chamada de “Direitos já pela democracia”, boa parte da esquerda pequeno-burguesa marcou presença junto com os setores mais reacionários da burguesia (como o golpista FHC). Entre estes elementos de esquerda, na frente com os golpistas e racistas, um dos participantes era ninguém mais, ninguém menos que Douglas Belchior!

Se a luta contra o racismo é pauta que tanto defende o cidadão, ele não deveria estar no mesmo palco de braços dados com Fernando Henrique Cardoso, Sarney, Michel Temer e outras figuras que representam a direita mais racista do país.

Deve-se lembrar que estes três ex-presidentes do Brasil, não fizeram nada além de atacar e destruir os direitos dos trabalhadores e da população mais vulnerável, que por consequência atinge em cheio o povo negro, maioria no País. Como o caso dos Quilombos e favelas que ficaram desassistidos e entregues a própria sorte nos governos FHC e Sarney, vitimas da repressão do estado, no caso do campo à mercê de latifundiários e milícias rurais sem regulamentação e titulação de suas terras.

Em 2017 para o Brasil ao Minuto, Givânia Maria da Silva, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) afirmava, “O governo de Michel Temer talvez seja das tragédias e ataques mais violentos aos negros depois da escravidão”. Fernando Henrique Cardoso, considerado o pai do neoliberalismo no Brasil, privatizou várias empresas nacionais, atacou sindicatos e grevistas com um verdadeiro aparato de guerra contra os trabalhadores, na tentativa de vender o país para o imperialismo. Sem contar os milhões de famintos durante seu governo.

O que dizer de Alckimin, ex-governador de São Paulo que estará no ato virtual “Direitos já”? Basta lembrar dos ataques repressivos contra as manifestações dos estudantes secundaristas, das reintegrações de posse violentas, do encarceramento e extermínio em massa da população preta e pobre no estado. Tasso Gereissati, mais um do PSDB, também vai participar do ato. É o homem que relatou o projeto para privatizar a água do país, adivinha quem serão os mais afetados por tal medida golpista?

A luta do povo negro jamais terá um resultado eficiente sem a organização e mobilização do movimento nas ruas para reivindicar direitos que realmente façam a diferença no dia a dia. Censurar obras literárias para supostamente combater o racismo é jogar areia nos olhos do povo negro. A igualdade social só vai acontecer com o fim do capitalismo, ou seja, com o enfraquecimento da direita e da extrema direita até sua extinção. Isso só vai ocorrer com a mobilização dos negros para a luta contra a direita e a burguesia, não é possível atingir isso com a censura da cultura e muito menos com a aliança com os inimigos dos negros e de todo o povo brasileiro.

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