Reivindicação democrática
No percurso da luta revolucionária, é preciso passar por reivindicações democráticas conjunturais, que se impõem como necessidade para abrir o caminho à luta dos trabalhadores
0 Shares
WhatsApp Image 2019-10-27 at 16.10.25
Foto: Ricardo Stuckert |

Da redação – Durante a cobertura da Causa Operária TV do ato pela liberdade de Lula hoje em Curitiba, um espectador perguntou por que defender Lula se ele não é socialista. O âncora durante o plantão de notícias sobre o ato hoje, Rafael Dantas, esclareceu alguns pontos em torno dessa questão.

Em primeiro lugar, apontou que neste momento essa é a vontade da população no Brasil. Em 2018, a maioria dos eleitores queria votar em Lula, e foi impedida de votar em seu candidato porque a justiça arbitrariamente impediu sua participação. Ou seja, em 2018 não houve uma eleição de verdade. Não foi o povo que escolheu seu presidente por meio do voto, como supostamente funcionariam as eleições, mas um reduzido grupo de juízes, que decidiram deixar o principal candidato de fora. Com isso, dezenas de milhões de cidadãos foram privados do direito democrático ao voto.

Em segundo lugar, Dantas lembrou que “no percurso da luta revolucionária, é preciso passar por reivindicações democráticas conjunturais, que se impõem como necessidade para abrir o caminho à luta dos trabalhadores”, destacando que a luta democrática prepara a classe trabalhadora para uma luta revolucionária e abre essa possibilidade, por meio da luta que estiver colocada pelas circunstâncias políticas.

E concluiu apontando que “nesse momento Lula representa uma perspectiva de luta contra o golpe de Estado”, dado que o regime político está todo organizado para manter Lula preso arbitrariamente. E, portanto, a campanha pela liberdade de Lula confronta diretamente o regime e pode colocar a direita em xeque, dada sua possibilidade de mobilizar amplas massas em torno de uma reivindicação democrática.

Relacionadas