Frente Ampla
Se aplicarmos a mesma lógica da frente ampla para combater o bolsonarismo no Rio de Janeiro, para São Paulo, o candidato tucano Covas e não Boulos é quem deveria ser apoiado
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
freixo-e-paes-1280x720
Freixo desistiu de sua candidatura para apoiar Paes muito antes do início das eleições | Foto: reprodução

O resultado das eleições está mostrando um resultado da despolitização das eleições municipais e da política da frente ampla. Os grandes vitoriosos dessas eleições é a direita golpista. Os partidos que mais cresceram foram o DEM, PP e PSD e está colocando a reboque toda a esquerda numa suposta luta contra o governo do fascista Jair Bolsonaro.

A política da frente ampla está justificando a esquerda apoiar elementos mais tradicionais da política. No caso do Rio de Janeiro, o segundo turno das eleições municipais está entre dois elementos da direita golpista. São eles, Eduardo Paes (DEM) e o atual prefeito Marcelo Crivela (PRB).

A disputa, para a esquerda, justifica o apoio a golpistas ainda mais conhecidos em nome de combater o ‘bolsonarismo’ e a extrema direita. Nada mais mentirosa.

 

Esquerda corre para apoiar Eduardo Paes

 

Um bom exemplo da política da frente ampla e que esteve muito quieto durante o 1º turno das eleições,  é do deputado do PSOL Marcelo Freixo. Freixo que durante a campanha sequer fez campanha para a candidata de seu Partido, no dia seguinte da apuração declarou seu voto em Eduardo Paes contra Crivella e só aguardava uma posição oficial do PSOL.

“Acho muito importante derrotar o Crivella. Vou esperar o posicionamento do partido. Acho que o Eduardo (Paes) precisa abrir diálogo e apresentar uma agenda que dialogue com o conjunto da sociedade”, afirmou Marcelo Freixo.

Eduardo Paes é um elemento da direita golpista que muda sua posição de acordo com a situação política e as ordens da burguesia. É um político tradicional da direita que já passou pelo PSDB e MDB, e hoje compõe o ultradireitista partido Democratas que possui cargos e ministérios dentro do governo de Jair Bolsonaro, mas faz uma ‘oposição’ de fachada, votando em sua totalidade com os projetos apresentados pelo governo contra os trabalhadores e a população.

Apoiar Eduardo Paes não é nenhuma luta contra o fascismo e o governo Bolsonaro, mas sim um pilar de sustentação do governo.

 

Se a lógica for essa, a esquerda deve apoiar o PSDB em São Paulo

 

Se a lógica apresentada pela esquerda pequeno burguesa que defende a frente ampla no Rio de Janeiro for aplicada em todo território nacional para derrotar o bolsonarismo e o extremismo, em São Paulo essa esquerda deve apoiar o tucano Bruno Covas e não Guilherme Boulos do PSOL.

Isso porque se temos que votar em quem tem mais poder e força para derrotar o fascismo de Jair Bolsonaro, nada mais forte que a direita ‘civilizada’. O candidato do PSOL Guilherme Boulos não tem poder nenhum comparado ao PSDB para enfrentar o governo Bolsonaro, já o PSDB de Bruno Covas teria mais condições de combater o bolsonarismo, pois tem também o governo do Estado e um número ainda mais de prefeituras que as quatro que até o momento foram ‘conquistadas’ pelo PSOL e um número muito maior de vereadores. Isso tudo na lógica que está sendo apresentada pela esquerda pequeno burguesa na frente ampla.

A lógica é a seguinte: se Eduardo Paes do DEM – o partido da ditadura militar – combate o fascismo e o bolsonarismo, por que Bruno Covas não?

Nesse caso não teria problema nenhum em perder a prefeitura de São Paulo para os tucanos porque eles são combatentes do fascismo e dos excessos do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. A população de São Paulo poderia ficar tranquila, pois quem ganhar a prefeitura neste momento vai combater o governo Bolsonaro.

É claro que a farsa dessa afirmação é total e completa. Essa lógica de combater a extrema direita e o bolsonarismo com a direita ‘civilizada’ como Eduardo Paes é uma enorme farsa. Essa política da frente ampla vai levar a setores da esquerda a propagandear os mais repugnantes elementos da política nacional. Vão ser os tucanos em São Paulo, ACM Neto na Bahia, os Ferreira Gomes no Ceará e muitos outros que formam a direita ‘civilizada’.

 

Direita golpista “grande” contra direita golpista “pequena”

 

Marcelo Crivella foi apoiado abertamente por Jair Bolsonaro, mas Eduardo Paes faz parte do bloco que dá sustentação ao governo e aprovação das suas medidas contra os trabalhadores. A única diferença que há entre os dois é que Eduardo Paes faz parte da burguesia que comanda o Brasil e dá as cartas no jogo político, incluindo a imprensa golpista e a Rede Globo, ou seja, possui ainda mais condições de colocar em prática uma política de destruição nacional.

Os dois candidatos são da direita e base do bolsonarismo e votar em Eduardo Paes para combater o radicalismo e o bolsonarismo é uma tremenda farsa. Apresentada com exemplos práticas, fica evidente que essa política da frente ampla somente vai levar ao fortalecimento do bolsonarismo e da extrema direita.

A esquerda precisa combater a frente ampla que somente serve para repaginar políticos tradicionais da direita e colocar em marcha uma política independente e baseada na mobilização dos trabalhadores.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas