Coronavírus
Em uma tranmissão ao vivo organizada pela revista Crescer, médicos da SBP e professores da FGV e da Santa Casa defenderam a política da volta às aulas no contexto da pandemia.
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Médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria defendem a reabertura das escolas em meio à pandemia. | Foto: Reprodução

Médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), professores da Fundação Getúlio Vargas e da faculdade de medicina da Santa Casa, participaram de uma live na sexta-feira (27) organizada pela revista Crescer, de propriedade da Globo.

Um dos temas principais de discussão foi a volta às aulas em meio à pandemia do coronavírus. Os especialistas defenderam a retomada do ano letivo, mesmo que não haja vacinação. Para justificar tal posição absurda, contrária às próprias crianças, argumentou-se sobre uma crise educacional causada pela pandemia.

O fechamento das escolas e não a desigualdade social, a miséria, o desemprego e a opressão, causam depressão e ansiedade nas crianças, de acordo com a concepção dos médicos da SBP. Estes últimos disseram que a violência doméstica as quais muitas crianças são submetidas piorou com a pandemia, bem como se verifica um retrocesso no mercado de trabalho para as mulheres. Como condição para a volta às aulas em 2021, os médicos disseram que é preciso ter protocolos sanitários e pedagógicos, que supostamente protegeriam as crianças e seus familiares da infecção.

O que chama a atenção na live é a visão extremamente pobre e pequeno-burguesa dos médicos da SBP sobre a realidade da educação brasileira. As escolas públicas do país não têm condições de garantir, em tempos de normalidade, condições dignas de permanência para os alunos. Falta tudo: professores, funcionários, materiais de limpeza, materiais pedagógicos e infraestrutura adequada. Em geral, as salas de aula são superlotadas.

Com relação ao problema da violência doméstica e da questão das mulheres, o fato é que esta é uma realidade no país, independentemente da pandemia. As condições de vida geram uma situação de barbárie entre a população, que se reflete na opressão às crianças e às mulheres. O fechamento das escolas não tem relação com isso, e sim a completa falência do sistema capitalista em garantir condições decentes de vida para todos.

A mencionada crise educacional é resultado de décadas de aplicação da política da direita, coisa que os médicos da SPB ignoram. Atualmente, as escolas públicas são precárias e o ensino está reduzido à condição de fachada. A burocracia educacional, camada à serviço da burguesia, se encarrega de garantir que a ignorância e a má qualidade do ensino se perpetuem. Em geral, as escolas são esvaziadas de sentido para manter o controle da burocracia sobre os estudantes e professores. Em muitos casos, são verdadeiros campos de concentração, onde nada se ensina e nada se aprende.

Com relação à vacina, os especialistas apontaram que não é preciso esperar a vacinação para reabrir as escolas. Os grandes capitalistas pressionam pela reabertura imediata das escolas, mesmo que a pandemia continue avançando e se aponte para o risco de uma segunda onda da doença. Para eles, o que está em jogo são seus lucros, muito mais valiosos do que a vida de milhares de crianças e adolescentes no país.

Ao fim, é perceptível que o evento foi organizado para os médicos da SBP expressarem seu apoio à política de reabertura das escolas, defendida pelas Organizações Globo, porta-voz do imperialismo, dos bancos e grandes capitalistas.

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