Genocídio
Os sauditas, apoiados e financiados pelo imperialismo, mantém uma agressão militar e bloqueio econômico ao Iêmen que já duram três anos.
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As crianças iemenitas são vítimas da intervenção imperialista | Foto: Reprodução

Em uma intervenção no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o subsecretário da ONU para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, afirmou que o povo do Iêmen “não passa fome, mas está sendo morto de fome”. A Arábia Saudita, país que leva adiante uma agressão militar e impõe um rígido bloqueio econômico, é a principal responsável pela catástrofe social.

Lowcock alertou que a grave situação humanitária no Iêmen leva ao risco iminente de uma fome generalizada. Em diversas zonas do país, uma de cada quatro crianças sofre de desnutrição. Depois de três anos de guerra civil e intervenção externa, cerca de 80% dos 30 milhões de iemenitas (24 milhões de pessoas) necessita de ajuda humanitária para sobreviver. Desnutrição e doenças como coronavírus, dengue, malária e cólera assolam o país árabe. Os sauditas impedem a chegada de alimentos e remédios, até mesmo de ajuda humanitária ao Iêmen, principalmente nas áreas controladas pelo movimento popular Ansarolá.

Apesar da condenação formal e dos pedidos para o fim das agressões sauditas, o Conselho de Segurança da ONU não toma nenhuma medida efetiva para pôr fim ao genocídio do povo iemenita. O genocídio segue seu curso sem qualquer contestação, ainda que a imprensa capitalista chame a atenção para as mazelas da guerra, destruição, miséria, falta de perspectivas e saliente o sofrimento do povo iemenita.

A intervenção imperialista no Iêmen, intensificada em 2015 com o envolvimento dos Estados Unidos, Inglaterra e França em apoio à Arábia Saudita, tinha por objetivo restaurar um governo que era submisso aos seus interesses. A coalizão imperialista temia que o Irã aumentasse sua influência no país vizinho da Arábia Saudita, um dos pilares da política imperialista na península arábica.

O Iêmen tornou-se um cenário que evidencia qual a política do imperialismo no Oriente Médio. Este último não tem qualquer tipo de preocupação humanitária. Os discursos sobre os direitos humanos e pelas minorias (negros, mulheres, LGBTs) não passam de uma fachada para esconder seus verdadeiros interesses políticos. Estados Unidos, Inglaterra, França, União Europeia são os primeiros a condenar os governos da Venezuela, Nicarágua, Cuba, Irã e Síria por suposta violação dos direitos humanos, mas apoiam ativamente e financiam a intervenção imperialista no Iêmen.

O Iêmen é um dos países mais pobres e oprimidos do Oriente Médio. Os frequentes bombardeios realizados pela força aérea saudita destroem a infraestrutura do Iêmen. É importante destacar que os Estados Unidos vendem bilhões de dólares em armamento para a monarquia que governa a Arábia Saudita.

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