Direitos das mulheres
Mulheres que se revoltam na Arábia Saudita são condenadas como terroristas
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(Osaka - Japão, 29/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro Bilateral com o Principe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman.
Foto: Alan Santos/PR
Príncipe da Arabia Saudita passa por cima dos direitos humanos com aval do imperialismo | Palácio do Planalto

Uma ativista da Arabia Saudita pelos direitos das mulheres foi condenada a cinco anos e oito meses de prisão por terrorismo na última segunda feira (28). O crime que Loujin teria cometido segundo o tribunal que a julgou foi dirigir um carro em protesto a proibição de mulheres guiarem automóveis no país.

Segundo membros da imprensa nacional, ela foi declarada culpada “de diversas atividades proibidas pela lei antiterrorista”, a pena pode ser suspensa com dois anos e meio de detenção sob condição de não reincidência nos próximos três anos.

Loujain se encontra em prisão provisória há mais de dois anos, em 2018 foi presa com outras ativistas da luta pelo direito das mulheres Sauditas de dirigir.

Existem fortes evidências de que ela estaria sendo torturada na prisão e alvo de assédio sexual. Parentes que conseguiram visitá-la relataram que estava muito fraca e debilitada. A irmã da ativista afirmou que entrara com um recurso contra a decisão, mesmo sabendo do caráter totalmente totalitário do sistema judicial saudita.

Segundo opositores do governo saudita, o tribunal antiterrorista, tem sido um mecanismo legal da ditadura para perseguir, prender, torturar e matar opositores políticos do regime. O caso de Loujain é um exemplo dessa ação, após se mostrar como um fator mobilizador contra as arbitrariedades contra as mulheres do reino, seu processo foi transferido para o tribunal de causas antiterrorista.

O reino aponta que Loujain tem ligações perigosas a soberania do país, e sua família alega, que o governo saudita durante os processos não forneceu uma única prova do perigo que a militante ofereça, ela se envolveu-se apenas em atividades de caráter muito pacífico, como foi dirigir um carro. Por ai é possível ver o nível de perseguição que qualquer pessoa que se oponha aos desmandos do governo enfrenta na Arábia Saudita.

Elementos femininos como Loujain, promovem a organização das alas mais vulneráveis da população saudita, como no caso das mulheres e pelo fim da tutela destas do Estado e do obscurantismo religioso.

O caso em si é impressionante pelo absurdo. Mais ainda é o fato de a Arábia Saudita ser um país serviçal do imperialismo internacional, principalmente o norte americano. Não é de hoje que o país no oriente médio da mostrar de extrema violência, porém seus parceiros capitalistas só fazem demagogia com a situação dos povos oprimidos.

Os governos dos países ricos soltaram algumas notinhas de repúdio e esperarão o assunto morrer. Atitude totalmente contrária à da imensa truculência a que utiliza contra países que ameaçam seus negócios criminosos, a exemplo do ataque constante contra Venezuela e Cuba. A Arábia Saudita conta com a condescendência do imperialismo para fazer as maiores barbaridades.

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