Oriente Médio
Sauditas, a mando dos Estados Unidos, vão ao norte da Síria tentar controlar a situação de conflito entre aliados americanos.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
President Donald Trump and King Salman bin Abdulaziz Al Saud of Saudi Arabia sign a Joint Strategic Vision Statement for the United States and the Kingdom of Saudi Arabia, during ceremonies, Saturday, May 20, 2017, at the Royal Court Palace in Riyadh, Saudi Arabia. (Official White House Photo Shealah Craighead
Trump e o rei saudita. | Foto: Official White House/Shealah Craighead

Militares sauditas, aliados dos Estados Unidos, chegaram a base americana na província síria de Al-Hasakah. Tem-se um óbvio movimento de peças para manutenção das ocupação ilegal das tropas imperialistas do território sírio.

A base está localizada no norte da Síria, em uma região a qual os curdos consideram fazer parte do Curdistão. Por isto, é alvo de uma grande contradição para os Estados Unidos.

Desde o início da guerra na Síria, os Estados Unidos formaram uma forte aliança militar com os curdos, sob o nome de Forças Democráticas Sírias, com a justificativa de combater o Estado Islâmico. O que se tem, na prática, é a formação de um exército auxiliar na região para atender os interesses imperialistas. Segundo o site especializado em assuntos militares, Bulgarian Military, os americanos, junto com tropas francesas, treinaram os curdos no uso de drones de combate.

Todavia, o tiro está a sair pela culatra para os Estados Unidos. Os curdos são inimigos dos turcos, também aliados dos Estados Unidos, e agem, também dentro do território turco.

O próprio nome “Forças Democráticas Sírias” foi sugerido pelos americanos, pois, o antigo nome Unidade de Proteção do Povo, ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, é inimigo, há 40 anos, da Turquia. A mudança de nome, com a adição do termo “democráticas” teve o intuito de tornar mais palatável aos turcos ações militares conjunto às tropas curdas.

Em 30 de março, após o anúncio da retirada de tropas americanas da base de Al-Hasakah, os curdos chegaram a atacar pesadamente tropas turcas dentro da Síria. Ficou claro que a falta de coordenação presencial dos americanos fez os curdos seguirem seus próprios interesses, guerrear com a Turquia.

O que tem-se é que, vendo a escalada da tensão entre curdos e turcos, os Estados Unidos se retiraram para manter boas relações com a Turquia. Ainda mais que, dentro da Turquia, há uma base americana, com cerca de 2500 soldados e, segundo informações não-oficiais, cerca de 20 mísseis nucleares. Isto força que os americanos mantenham a Turquia como seus aliados e, portanto, “abandonaram” os curdos.

Segundo informações, os curdos, temendo tanto os turcos quanto o próprio Estado Islâmico, vêm se aproximando dos russos, o que causou um deconforto ainda maior dos turcos.

O site Heise.de afirma que é colocado em discussão que, após a expulsão de tropas estrangeiras da Síria, os integrantes das Forças Democráticas Sírias seriam incorporados ao exército sírio.

Para tentar resolver o problema e manter seus interesses na Síria, os Estados Unidos destacaram os sauditas para a região.

A situação na Síria é um verdadeiro barril de pólvora. A Síria tem, como aliado, o poderoso exército russo. Juntos, russos e sírios dizimaram o Estado Islâmico. Entretanto, a derrota do EI não fez com que Turquia e Estados Unidos retirassem suas garras da Síria. Isto causou combates entre turcos, sírios (e russos) e curdos.

O que desequilibra a situação na região é exatamente a presença ilegal americana. Ela acaba tensionando, ainda mais as relações na região, principalmente por alongar os conflitos, tornando impossível qualquer cessar fogo e posterior reconstrução da região devastada.

Os conflitos no oriente médio são, historicamente, fruto do imperialismo norteamericano, inglês e francês na região. Principalmente após a queda do Império Turco-Otomano, que fragmentou seu território em diversos estados e incentivou, por meio da ação imperialista, rivalidades seculares entre os diferentes povos.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas