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Sarampo: cidade de SP teve 363 casos este ano e não sabe quem vacinar
Sarampo: cidade de SP teve 363 casos este ano e não sabe quem vacinar

Até o dia 22 de julho, segunda-feira, 484 casos de sarampo foram registrados no estado de São Paulo, sendo 363 casos na capital paulista. Entretanto, já fazem cerca de 40 dias que a campanha de vacinação contra o sarampo começou e aparentemente não existe um consenso de quem precisa ser vacinado.

A informação descrita na propaganda da campanha dizia que todas as pessoas entre 15 e 29 anos deveriam ser vacinadas, porém, ao chegar em unidades de saúde de diferentes regiões da cidade, as informações se distorcem um pouco.

Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dizem que a vacina é permitida em pessoas fora dessa faixa etária, mas que essas precisam trazer sua carteira de vacinação, já outras UBSs dizem que só pretendem vacinar pessoas nessa faixa etária que estejam frequentando lugares onde houve alguma contaminação.

Em alguns casos, a UBS da região não está nem fornecendo a vacina. É o caso da UBS Meninópolis, na região do Brooklin (zona sul), onde funcionários estavam na frente do local distribuindo papéis com o endereço de outras unidades básicas e postos de saúde.

Quando perguntando sobre qual era a orientação passada às UBS e qual era o motivo para a falta de vacinas, a Secretaria Municipal de Saúde, sob gestão do atual prefeito, o tucano Bruno Covas, não respondeu.

Mesmo com toda a campanha, o descaso é evidente, e é claro que a população mais pobre é a que mais se prejudica. Além de não ter tempo e dinheiro o suficiente para ir indo de UBS em UBS verificar se a vacina está disponível, ela também é a mais vulnerável á doenças.

O sucateamento da saúde tem o mesmo objetivo do sucateamento de outras áreas: privatizar. Na concepção capitalista, quem quer aproveitar o benefício da saúde precisa pagar por ela, e enquanto isso a situação do trabalhador fica ainda mais precária.