Sara Winter na UFF: é preciso calar o fascismo

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Sara Winter (Sara Fernanda Giromini), cujo nome faz alusão a Sarah Winter, uma socialite que nas décadas de vinte e trinta foi conhecida por ser filiada a União Britânica de Fascistas, é sem dúvidas uma das figuras mais escatológicas do Brasil atualmente, disputando o pódio com seus amigos do peito, Bolsonaro, pastor Everaldo, Marco Feliciano e outros fascistas de patentes mais baixas.

Foi ex-militante do Femen, um grupo ucraniano autodenominado feminista, que tem por tática usar o corpo para chamar atenção para suas pautas. Sara chegou a ir para a Europa receber uma formação que a preparasse para ser líder do movimento aqui no Brasil mais foi expulsa em 2013. Uma das militantes chegou a alegar que Sara teria características autoritárias, ser simpática ao nazismo, coisa que fica claro hoje em dia para qualquer um que por desventura caia em um de seus vídeos na internet, onde ele defende ideias cada uma mais esdrúxulas que a outra, e todas dignas de um mistura de Hitler com Plínio Salgado, a quem ela declarou publicamente diversas vezes ter enorme admiração. Ultimamente ela tem feito coro com a bancada mais conservadora do Brasil, gravando vídeos com Bolsonaro onda ela demonstra todo o seu apoio e admiração.

Nesta sexta-feira (27) para as 14h30, foi organizado na UFF, por um professor de história do departamento que responde pelo nome de “Rolf” com a companhia do Centro de Estudos Cristão, um evento intitulado “Feminismo e o design de Deus para a mulher”, onde falaria a filhote de Bolsonaro e uma tal de Ana Clara Sterque.

A chegada de Winter na UFF foi pensada de maneira a intimidar os estudantes, pois estava cercada por mais de 30 guarda-costas armados de cassetetes, sprays de pimenta, socos-ingleses, canivetes e teasers. Ao chegarem os cães de guarda já agrediram um estudante que ficou desacordado. Os estudantes haviam se organizado para fazer uma barreira na frente do bloco P para impedir que a palestra com teores nazistas acontecesse, e a diretoria do instituto também se posicionou contra fechando o prédio, deixando claro que não há espaço na universidade para fascistas, muito menos armados. Após a agressão, o número de estudantes indignados foi aumentando cada vez mais até chegar às centenas, o que obrigou Sara a se entocar dentro do prédio ao lado, o bloco O, de onde transmitiu ao vivo pelo seu facebook encenações dizendo que estava sendo mantida prisioneira dentro do prédio e que os estudantes estavam muito violentos. Ao contrário do que foi dito pela militante fascista nada a impedia de sair, a porta do prédio estava completamente aberta.

A confusão começou às 13h e os alunos resistiram até às 21h quando Sara saiu pelos fundos junto à Polícia Federal. Do lado de fora do campus estavam vário carros da PM com diversos policiais armados com fuzis.

O cinismo dessa personagem, a busca pelos holofotes e a deturpação dos fatos são gritantes. Toda mentira e violência possível, essa é a verdadeira tática do fascismo, essa é Sara Winter, que por trás dos seus posts “cristãos” esconde toda a podridão da ideologia nazista que ela leva a diante.